Geralda Doca Antes de decidir sobre qual modelo o Brasil vai comprar para renovar a frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB), o...

Geralda Doca

Antes de decidir sobre qual modelo o Brasil vai comprar para renovar a frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá convocar o Conselho de Defesa Nacional. O relatório final da FAB sobre os três modelos em disputa ficará pronto até o fim deste mês. O documento conterá avaliações técnicas de cada concorrente: o Rafale, da francesa Dassault, o Gripen, da sueca Saab e o americano F-18, da Boeing.

A Aeronáutica não indicará o aparelho escolhido – uma prerrogativa do presidente – mas dará nota para cada item considerado importante na compra, como a questão da transferência de tecnologia, além de avaliar o desempenho da aeronave.

– O presidente deve convocar o Conselho de Defesa para decidir – afirmou o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ontem, após solenidade de troca da Bandeira Nacional, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Segundo o militar, o objetivo é concluir o relatório da FAB até o fim de outubro.

Criado em 1991, o Conselho de Defesa Nacional é um órgão de consulta do presidente da República que tem como secretário-executivo o chefe do Gabinete de Segurança Institucional e é integrado pelo vice-presidente da República, pelos presidentes da Câmara e Senado, e pelos ministros da Justiça, das Relações Exteriores, da Fazenda e do Planejamento, além dos comandantes militares. O presidente poderá convocar todo o Conselho ou ouvir integrantes em separado, dependendo do assunto.

O anúncio precipitado da opção pelo Rafale, feito pelo presidente Lula há quase um mês, durante a visita do presidente da França Nicolas Sarkozy ao Brasil, acabou gerando um mal-estar. Diante disso, o governo recuou e abriu um prazo de renegociação com as três empresas que estavam na disputa. Na última sexta-feira, elas apresentaram as propostas melhoradas.

Com as novas ofertas em mãos, uma comissão da FAB, com a ajuda de mais de 60 especialistas em diversas áreas, fará uma nova avaliação das propostas e irá elaborar o relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes. O documento será apresentado ao Alto Comando da Aeronáutica e ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que o entregará ao presidente Lula.

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