Da Folha Online. Os ministros Fernando Haddad (Educação) e Tarso Genro (Justiça) avaliam na tarde desta terça-feira as possíveis datas para a aplicação da...

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Os ministros Fernando Haddad (Educação) e Tarso Genro (Justiça) avaliam na tarde desta terça-feira as possíveis datas para a aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio. Entre as possibilidades estão os dias 28 e 29 de novembro e 5 e 6 de dezembro, segundo a assessoria do MEC.  

A decisão será tomada durante reunião. Na ocasião também será discutido o rumo das investigações da Polícia Federal sobre o vazamento do exame. Cinco pessoas já foram indiciadas pelo crime.

O novo exame será realizado por uma força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à UnB (Universidade de Brasília), que vão substituir o Connasel, consórcio que havia vencido a licitação para impressão, distribuição e correção do Enem. O MEC anunciou na segunda-feira (5) o rompimento do contrato por conta do vazamento da prova.

Também ontem foi anunciado que as entidades terão o apoio dos Correios, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal, que atuará na área de inteligência.

Em reunião do MEC com os representantes de universidades federais, realizada ontem, em Brasília, foi constatado que não havia nenhum fim de semana sem um processo seletivo já marcado. Ainda assim, não foi discutida a possibilidade de marcar o Enem em dias úteis.

Ontem (5), o presidente da Andifes, a associação que congrega os dirigentes de instituições federais, Alan Barbiero, afirmou que ‘se forem 15 dias a mais, é um esforço possível. Se for mais, aí fica difícil’, disse Barbiero, que participou de reunião com representantes de universidades, governos estaduais e do Ministério da Educação.

Se ocorrer o adiamento do início do ano letivo, que em geral começa em meados de fevereiro, as universidades poderão atrasar as férias de julho para respeitar a lei, que prevê 200 dias letivos por ano, ou cem a cada semestre.

Investigação

Ontem (5), um dos suspeitos de ter furtado a prova, Felipe Pradella, prestou depoimento à Polícia Federal e apontou mais duas pessoas que estariam envolvidas. Os dois, identificados apenas como Felipe e Marcelo, foram indiciados, assim como Pradella.

Também foram indiciados o empresário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid. A polícia investiga ainda a participação de uma mulher no furto de uma terceira prova.

O presidente do Inep (órgão ligado ao MEC), Reynaldo Fernandes, disse ontem que o governo espera as conclusões das investigações para decidir se pedirá o ressarcimento dos gastos com a impressão da prova. “Se na apuração ficar comprovado que é de responsabilidade do consórcio, eu sou obrigado a ingressar pedindo o ressarcimento na Justiça. Tem que ser investigado. Falar agora seria pré-julgamento”, afirmou.

Fernandes disse que, além do ressarcimento, o governo também estuda responsabilizar o consórcio judicialmente se ficar comprovado o seu envolvimento no vazamento da prova. Até agora, porém, o presidente do Inep disse que é “muito cedo” para impor responsabilidades ao consórcio.

“Se o processo legal chegar à conclusão que tiveram responsabilidade, temos que entrar. Eu não posso avançar porque não sei desse inquérito”, afirmou.

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