Agência Efe O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse nesta segunda-feira, 12, que o regime de fato de Roberto Micheletti está criando uma...

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O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse nesta segunda-feira, 12, que o regime de fato de Roberto Micheletti está criando uma “briga” com o mundo, por não permitir que o país volte à democracia após o golpe de Estado de 28 de junho. “Micheletti está desafiando a comunidade internacional, as Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE)”, disse Zelaya à Agência Efe, em uma entrevista pelo telefone concedida de dentro da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece desde 21 de setembro e exige sua restituição no poder.

O presidente de fato “me depôs e agora quer derrubar a ONU e a OEA por não acatar a exigência da comunidade internacional de restituição da democracia em Honduras”, afirmou Zelaya, que se reuniu hoje com seus representantes no diálogo iniciado na semana passada.

O presidente deposto também reiterou que tem suas reservas sobre o diálogo, que teve início na quarta-feira passada com a participação de uma missão de chanceleres da OEA em Tegucigalpa, para buscar uma saída para a crise política vivida em Honduras.

Acrescentou que a saída à crise é sua restituição no poder, “mesmo que com limitações”, já que não terá o respaldo dos demais poderes do Estado e de outras instituições.”A solução da crise está em aprofundar as reformas sociais de uma democracia direta, participativa”, disse.

Zelaya afirmou que, embora seja “pessimista” sobre o diálogo, está disposto a assinar o Acordo de San José, impulsionado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, e a se encontrar cara a cara com Micheletti, “se a democracia for restituída no país e se o presidente que foi eleito pelo povo em 2005 (Zelaya)” voltar ao poder.

O presidente deposto foi detido pelos militares em 28 de junho e enviado para a Costa Rica. No mesmo dia, o Congresso nomeou Micheletti para substituí-lo no cargo, Governo que não é reconhecido pela comunidade internacional.

Desde então, Zelaya passou 86 dias no exílio até que chegou de surpresa à embaixada do Brasil em Tegucigalpa no dia 21 de setembro, onde permanece com cerca de outras 50 pessoas, entre elas sua esposa, Xiomara Castro de Zelaya.

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