Do G1, Eduardo Bresciani O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, criticou nesta terça-feira (13) o que chamou de “criminalização” do Movimento dos Trabalhadores...

Do G1,

Eduardo Bresciani

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, criticou nesta terça-feira (13) o que chamou de “criminalização” do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Cassel garantiu que o governo não financia o movimento e pediu que se pare de fazer levantamentos de recursos que iriam para a organização. Ele participa de uma audiência na Comissão de Agricultura do Senado.

Cassel já havia contestado um levantamento apresentado pelo líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), que apontava repasses de R$ 115 milhões entre 2004 e 2008 a entidades que seriam ligados ao MST. Durante a sessão, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) apresentou novos números, com base no Sistema Integrado de Acompanhamento Financiero (Siafi), que seriam repasses a entidades suspeitas.

O ministro irritou-se com o fato de o levantamento da senadora trazer entre as entidades “suspeitas” a Caritas, ligada à Igreja Católica. “Isso chega a ser ridículo”. Cassel pediu que se pare de levantar este tipo de acusação. 

“A gente tem que superar o espírito de criminalização dos movimentos sociais, em especial o MST. Não sou contra investigar a aplicação de recursos públicos, mas não pode ser desta forma. (…) Temos que superar o instinto persecutório contra o MST. Recurso publico é sagrado e não pode pairar dúvida, mas sou radicalmente contra o ambiente de criminalização dos movimentos sociais, que temos que superar pelo bem do país”, disse o ministro. 

Cassel afirmou que o governo não teme a realização de uma CPI para investigar o tema, mas atacou a iniciativa. “Está se criando uma CPI por conta de informações que são inverídicas”. A oposição diz já ter assinaturas na Câmara e no Senado para realizar uma investigação mista. 

O ministro pregou a paz entre os “lados” na questão agrária e chegou a fazer elogios ao agronegócio. “Temos modelos de agricultura que convivem bem. Isso não é problema, é uma vantagem competitiva brasileira. Temos que superar o ranço que se tem de parte a parte de tratar isso sempre de forma conflitiva”.

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