Pelo menos 4.735 pessoas morreram em decorrência da gripe suína –como é conhecida a gripe A (H1N1)– desde a identificação da doença, no México,...

Pelo menos 4.735 pessoas morreram em decorrência da gripe suína –como é conhecida a gripe A (H1N1)– desde a identificação da doença, no México, em abril passado, informou a OMS (Organização Mundial de Saúde) nesta sexta-feira. A América continua sendo a área mais afetada, com um total de 3.406 mortos, contra 962 na região Ásia-Pacífico.

O novo relatório revelou que a atividade do vírus cresceu na América do Norte e na Europa, nesta última, porém, em menores proporções. Nas áreas tropicais foi percebida transmissão mista, com aumento de casos em alguns países e queda em outros.

“Na região tropical da América, várias ilhas caribenhas registraram taxas ascendentes da doença, enquanto no Brasil, Costa Rica e outros países do continente as ocorrências continuam diminuindo”, afirma.

A OMS ressaltou que, nas regiões temperadas do hemisfério Sul, foram detectadas poucas contaminações pelo vírus.

Segundo a OMS, os especialistas esperam fechar um ano de pandemia para tirar conclusões sobre a evolução e a gravidade do processo. “Não queremos fazer nenhuma conclusão antes de completar pelo menos um ano da pandemia”, afirmou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl, a jornalistas, ainda nesta sexta-feira.

Para a entidade, é importante esperar que o hemisfério norte entre no inverno para observar como a gripe suína se comportará lá, para fazer uma avaliação global quanto o vírus. “Ainda não é inverno no hemisfério Norte e no caso da grisazonal o pico ocorre normalmente entre janeiro e fevereiro. Não podemos dizer nada de maneira categórica sobre a ação do vírus, embora já se reconheça que a grande maioria dos casos foi leve no mundo”, detalhou.

A OMS ressaltou a existência de episódios severos e que estes ainda não estão totalmente esclarecidos porque atingiram adultos com boa saúde. “Esta é uma das peças que faltam para fechar o quebra-cabeça”, comentou Hartl.

O porta-voz lembrou que em alguns pacientes a doença atingiu proporções muito graves em menos de 24 horas, uma demonstração de que o vírus não é igual ao da gripe sazonal. Ele, portanto, disse que, embora a taxa de mortalidade não seja elevada ainda, é necessário que os países continuem alertas e preparados com o que possa ocorrer nos próximos meses, conforme o inverno se aproxime no hemisfério Norte.

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