As peripécias do senador petista Eduardo Suplicy (SP) renderam ao parlamentar uma certa dor de cabeça neste fim de semana. Desde a última quinta-feira,...

As peripécias do senador petista Eduardo Suplicy (SP) renderam ao parlamentar uma certa dor de cabeça neste fim de semana.

Desde a última quinta-feira, ele vem sendo vítima de ataques de colegas de diversas legendas, que não se conformam com o fato de o político ter desfilado pelo Congresso com uma sunguinha vermelha. Muitos acreditam que a brincadeira de mau gosto configura quebra de decoro parlamentar.

Para Suplicy, no entanto, o episódio não teve a intenção de ofender ninguém, muito menos a imagem do Congresso Nacional.

O Blog chegou a acreditar que o cuecão era uma homenagem ao partido do presidente Lula, mas se convenceu das explicações de Suplicy de que tudo não passava de um pedido da apresentadora Sabrina Sato, que procurava um senador-herói que representasse as benfeitorias da Casa.

O vídeo das aventuras do senador-cueca, gravado na quarta-feira, no início da noite, poderia ser visto no programa Pânico, da Rede TV!, na noite de hoje. Poderia, mas não vai poder mais.

Isso porque o episódio gerou tanta polêmica que Suplicy foi convidado pela equipe da emissora a assistir a gravação. Ao final da edição, o cantor-boxeador-poeta-juiz-parlamentar pediu para que o quadro de Sabrina no Congresso não fosse exibido.

E o pedido foi aceito, sem configurar censura ou qualquer coisa do tipo.

Quem perdeu a cena, ainda pode tentar resgatar a foto do senador com roupa de baixo na internet. Mas a tentativa de apagar mais uma travessura de Suplicy pode ser em vão. Pelo menos para o corregedor do Senado, Romeu Tuma, que promete abrir um processo de investigação contra o petista mais inusitado da Casa.

Abaixo, segue a nota de Suplicy, divulgada esta tarde para a imprensa:

 

Em vista dos mal entendidos havidos com respeito à entrevista que concedi à Sabrina Sato, repórter do programa “Pânico”, da Rede TV, que levou o corregedor do Senado, Senador Romeu Tuma, antes mesmo de conversar comigo, anunciar que poderia abrir uma sindicância para averiguar se houve qualquer ofensa ao decoro parlamentar de minha parte, esclareço:

Na última quarta-feira, por volta das 18,30 hs, quando saí do plenário do Senado, junto à escada que é o caminho para o meu gabinete, eis que encontrei a Sabrina Sato com a sua equipe da Rede TV. Solicitou-me que respondesse a uma pergunta, se eu considerava que havia heróis no Senado. Respondi que havia muitos senadores que eu respeitava e admirava pela maneira como defendem os seus ideais. E o senhor, senador, tem algum sonho que gostaria muito que fosse realizado? Respondi que ela conhece o quanto que tenho batalhado para que em breve no Brasil possa ser instituída a Renda Básica de Cidadania, o direito de todos em nosso país receberem uma renda na medida do possível suficiente para atender às necessidades vitais de cada um. Que já havia conseguido fazer a lei ser aprovada e sancionada, que agora será implementada, por etapas, a critério do Poder Executivo, começando pelos mais necessitados, como o faz o Bolsa Família. Então, disse-me Sabrina, o senhor é o meu herói. Gostaria de lhe dar de presente uma roupa de super-homem. Tirou da sacola de seu assessor um calção vermelho e me deu. Agradeci. Ela então insistiu que queria que eu o vestisse. Alertei-a de que isso poderia resultar em problema. Ela insistiu, de maneira muito amável, dizendo que não haveria problema, uma vez que eu estava de terno. Ponderei às pessoas que assistiam, ali cerca de 30, que se alguém sentisse como algo inadequado, que dissesse. Não houve quem se sentisse ofendido. Por poucos segundos, o tempo para logo descer a escada e tirar o calção, de fato o vesti, conforme foi objeto de fotografias.

Estou de acordo, conforme tantos amigos me disseram, que teria sido melhor não ter atendido o insistente apelo de Sabrina. Tenho a convicção que não houve tanto da parte da equipe daquele programa, ou de minha parte, qualquer intenção de ferir a imagem do Senado Federal.

Em, vista do mal entendido, todavia, reuni-me ontem à noite com os responsáveis pelo programa da Rede TV, Emílio Surita e Alan Rapp, os quais tiveram a gentileza de me mostrar como ficou editado para ser transmitido na noite deste domingo. E que caso eu avaliasse que não devesse ir para o ar aquela cena que acarretou a interpretação de que poderia ter havido qualquer falta, ainda que leve, que então não a transmitiriam. Ali pude observar que a parte “Sabrina no Congresso” é composta de diversas entrevistas, com muito bom humor, da qual participam os Senadores Wellington Salgado, Marina Silva, Cristovam Buarque, Flávio Arns, Pedro Simon e outros parlamentares, incluindo o aceno do Presidente José Sarney. Fiz o apelo para Emílio Surita e Alan Rapp para não colocarem aquela parte que gerou a polêmica. Eles resolveram atender o meu pedido, sobretudo porque afirmaram que de maneira alguma tiveram a intenção de provocar qualquer ofensa ou diminuição da minha imagem ou do Senado Federal.

Agradeci a decisão tomada por eles.

Senador Eduardo Matarazzo Suplicy

São Paulo, 18 de outubro de 2009

 

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