Gabriela Guerreiro, da Folha Online. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), protocolou nesta terça-feira na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)...

Gabriela Guerreiro, da Folha Online.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), protocolou nesta terça-feira na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado requerimento de convite para a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira prestar depoimento à comissão.

O tucano argumenta, no texto, que Lina pode esclarecer agora o suposto encontro com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), no qual a petista teria lhe pedido para acelerar as investigações contra familiares do senador José Sarney (PMDB-AP).

“Lina Vieira não pode precisar exatamente em qual data o encontro ocorreu e que somente poderia confirmar esse dado se localizasse uma agenda funcional que continha todas as datas e horários de suas reuniões. Segundo reportagem da revista ‘Veja’, a ex-secretária encontrou a referida agenda que continha as informações precisas sobre o encontro”, afirma Virgílio.

Segundo o senador, as novas provas poderão comprovar que Dilma se encontrou com Lina no Palácio do Planalto para pedir o fim das investigações. “Devido ao surgimento de novas e irrefutáveis provas, é imprescindível a presença da senhora Lina Vieira na comissão para apresentar todas as evidências que não tinham sido demonstradas na última reunião em que a ex-secretária esteve presente”, diz o tucano.

A oposição afirma que a agenda com anotação do encontro reabre o caso. Na agenda que Lina diz ter encontrado, há menção a uma audiência com Dilma na página de 9 de outubro de 2008. Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.

Segundo a ex-secretária, o encontro foi chamado por Dilma e teve um só tema: um pedido para “agilizar” a investigação nos negócios da família Sarney.

Em 19 de agosto, dez dias depois de ter feito a acusação contra Dilma em entrevista à Folha, Lina depôs no Senado. Ela confirmou sua versão e deu mais detalhes. Tanto a ministra como Lula negaram as acusações e desafiaram a ex-secretária a apresentar provas da data exata do encontro.

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