O Globo Manchete: Bolsa Família inibe expansão do emprego formal no interior Em cidades onde o programa beneficia 71% das famílias, trabalho chega a...

O Globo

Manchete: Bolsa Família inibe expansão do emprego formal no interior

Em cidades onde o programa beneficia 71% das famílias, trabalho chega a 1,3% da população

Criado para reduzir a miséria, o Bolsa Família, maior programa social do governo federal, não gerou emprego no interior do país. Em 85 municípios onde o programa atinge em média 71% das famílias, o emprego com carteira assinada só alcança 1,3% da população. Em Presidente Vargas, no Maranhão, onde 80% das famílias são atendidas pelo programa, empregos formais são contados nos dedos de uma mão: 4, para 10,2 mil habitantes, relatam os enviados Regina Alvarez e Sérgio Marques. Gestores reconhecem que o programa pode levar à acomodação e que é difícil fazer funcionar as chamadas portas de saída. E a baixa escolaridade, aliada à falta de capacitação, dificulta o crescimento profissional. (págs. 1, 3 e 4)

País não usa ou abandona suas ferrovias

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diz que 62% das ferrovias concedidas ao setor privado nos anos 90 estão ociosas ou abandonadas. O governo pode retomar os trechos. (págs. 1, 29 e 30)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo tem R$ 90 bi em licitações até 2010

Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, contratos têm de ser firmados até abril

Somam mais de R$ 90 bilhões as grandes licitações e compras de vulto a serem concluídas pela União até abril de 2010, a partir de quando a Lei de Responsabilidade Fiscal restringe acertos de longo prazo.

Entre os contratos, estão os da usina hidrelétrica de Belo Monte, do trem-bala, dos caças para a Força Aérea Brasileira, da ampliação da ferrovia Norte-Sul e a concessão de uma nova frequência de telefonia celular.

Se a esse cálculo forem adicionados grandes contratos da Petrobrás e da Transpetro, que têm regras próprias de compras, o patamar de licitações e contratações nesse período pode subir para até R$ 130 bilhões.

Regras ambientais e resistências do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público, porém, têm atrasado algumas obras. Se os contratos não forem assinados até abril, podem sofrer contestações jurídicas. (págs. 1 e B1)

Com real forte, indústria já começam a deixar o país

Além de afetar as competitividades de diversos setores no exterior, o real valorizado deflagrou um processo de desindustrialização no país.

Vários segmentos vêem suas exportações caírem e sofrem com a invasão de importados, quase sempre da China. Algumas indústrias já deixaram o país e passaram a ser meras distribuidoras das matrizes, diz José Velloso, da Abimaq (que reúne fabricantes de máquinas e equipamentos). (págs. 1 e B11)

Banda larga gera conflito entre teles e ministérios (págs. 1 e B13)


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O Estado de S. Paulo

Manchete: País deve conter gastos para crescer, diz chefe do BNDES

Para Luciano Coutinho, alta de despesa com custeio atrapalha investimento 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defende o corte de gastos de custeio do Estado para elevar a capacidade de investimento do Brasil. Em entrevista a David Friedlander e Ricardo Leopoldo, Coutinho, que gerencia uma instituição financeira com R$ 100 bilhões para aplicar, diz que será necessário investir o equivalente a 25% do PIB ao ano nos próximos tempos para manter a prosperidade brasileira – a taxa atual é de 18%. Essa mudança de patamar, afirma Coutinho, fará com que o Brasil cresça 6% ao ano de forma sustentada, sem alta da inflação. Além da contenção dos gastos, Coutinho defende a reforma da Previdência Social e a maior participação dos bancos privados no financiamento de longo prazo. (págs. 1 e B1)

Mais governo nas empresas

Um estudo do Ipea revela os laços de dependência dos principais grupos nacionais em relação ao Estado. Entre as 30 maiores multinacionais brasileiras, quase todas obtiveram empréstimos do BNDES e 20 têm participação estatal, informa Fernando Dantas. (págs. 1 e B3)

Dilma fica no cargo até o último dia permitido

A ministra Dilma Rousseff ficará no cargo até o último dia permitido pela lei eleitoral, 3 de abril. A decisão contraria o roteiro definido pelo PT. O partido queria que ela antecipasse a saída para fevereiro, quando será aclamada candidata à Presidência. O Planalto, porém, avalia que Dilma deve aproveitar ao máximo a vitrine ministerial, visitando obras federais e pegando carona na popularidade do presidente Lula. (págs. 1 e A4)

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Jornal do Brasil

Manchete: Prisões federais à prova de tudo

Unidades continuam imunes aos chefões do crime

O sistema prisional federal é uma ilha de tranqüilidade no inferno carcerário do país. Em três anos de funcionamento, os presídios de segurança máxima da União, erguidos a R$ 35 milhões cada, permanecem à prova de fuga, de rebelião e até do poder dos chefões do crime. O rigor da vigilância é a chave da estatística, combinado a um projeto padrão de segurança dotado de alarmes, scanners, arame farpado, muitas câmeras de TV e agentes preparados, 80% deles com curso superior. Com isso, tentativas de contato foram abortadas facilmente. Quinta-feira, em Catanduvas (PR), onde uma advogada foi flagrada com um bilhete de Marcos Camacho, um dos chefes do PCC, endereçado ao traficante carioca Marcinho VP. (págs. 1 e País, A12)

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Correio Braziliense

Fiscalização – Governo ignora mudanças no clima

Política federal prioriza grandes obras e se esquece de garantir a segurança hídrica do semiárido nordestino diante do aquecimento global, diz TCU. (págs. 1 e 2)

Segurança pública – Novas armas contra a criminalidade

O repórter Edson Luiz mostra que o Exército adapta equipamentos para conflitos urbanos. Violência no Rio reacende debate sobre o sistema penitenciário. (págs. 1, 10 a 12)

Bolha – Combate à crise traz ameaças

Para evitar recessão, potências recorrem a medidas que podem
limitar capacidade de crescimento no futuro. (págs. 1, 20 e 21)

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Veja

Quem cheira mata…

– …e outras 14 verdades incômodas sobre o crime no Rio de Janeiro.

Entrevista – Paulo Renato Souza – Contra o corporativismo – O secretário da Educação de São Paulo diz que sem meritocracia não haverá avanços na sala de aula – e que os sindicatos são um entrave para o bom ensino. (págs. 19 a 23)

“Para quebrar tudo é mais caro” – De olho no dinheiro do imposto sindical, centrais de trabalhadores contratam capangas armados a 180 reais por cabeça para invadir territórios rivais e “roubar” filiados uma das outras. (págs. 72 a 76)

Os “Judas” da caravana da ministra – Dilma Rousseff busca apoio político para sua candidatura à Presidência da República em partidos envolvidos em escândalos, como o PMDB, o PR e o PP. (págs. 78 a 80)

Dólares demais atrapalham – Os efeitos do imposto de 2% sobre investimentos estrangeiros ainda não foram totalmente avaliados. Mas ele deve diminuir um pouco o desequilíbrio cambial. (págs. 82 a 84)

Jabuticaba elétrica – Obrigar os brasileiros a seguir um novo padrão e trocar todas as tomadas da casa é uma intervenção estatal absurda, inútil e dispendiosa. Deus nos livre dos comitês… (págs. 100 e 101)

Uma prova de fogo – As cenas de um helicóptero em chamas no ar, abatido por tiros de fuzil, deram ao mundo a dimensão trágica que o banditismo atingiu no Rio de Janeiro. A sede da Olimpíada 2016 já tem seu maior desafio: desbaratar as quadrilhas, prender os criminosos e libertar os bairros sob seu comando. (págs. 103 a 105)

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Época

Chega de guerra!

– Quem disse que não é possível deter a violência?
– O que o Brasil precisa fazer para vencer esta batalha

O Rio em guerra – O ataque de traficantes a um helicóptero da PM e o flagrante de policiais roubando mancham a imagem da cidade e impõem uma questão: por que o Brasil não vence a violência? (págs. 56 a 63)

Vale até Judas na aliança – Empenhado na candidatura Dilma, Lula é acusado de antecipar a campanha e escorrega nas palavras. Mas a oposição ainda está confusa. (págs. 64 a 66)

Pedágio fora de hora – O governo tributa os investimentos estrangeiros na Bolsa na renda fixa quando o país mais precisa de capital externo para crescer. (págs. 76 a 78)

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ISTOÉ

Sou feliz sozinho

– Pesquisas revelam que há cada vez mais solitários nas grandes cidades e especialistas mostram que eles estão felizes. Conheça os seus segredos e aprenda com eles

Eleição – Levantamento de ISTOÉ mostra que o PMDB não fecha com Dilma em 11 Estados

Pelotão dividido – Pesquisa de ISTOÉ mostra que em 11 Estados PMDB não apóia candidatura de Dilma Rousseff, apesar de acordo com PT. (págs. 36 a 38)

Dilma versão 1.0 – Ministra-candidata capricha no figurino popular, nos abraços, choros e sorrisos. Resultado: está cada vez mais irreconhecível. (págs. 40 e 41)

Todos em cima de Serra – Por que o governador paulista insiste em anunciar candidatura em março, apesar da pressão de PSDB, DEM e PMDB. (págs. 42 e 43)

De quem é o TCU? – Lula quebra tradição, indica ministro e tenta influenciar tribunal que fiscaliza – e para – as obras do PC. (pág. 44)

Isso tem que acabar – As quadrilhas de drogas são o mal que precisa ser extirpado de um Rio que entrou em uma nova era. (págs. 46 e 47)

Nas asas da Funasa – Controladoria-Geral da União acusa presidente da Fundação Nacional de Saúde a usar dinheiro público para fazer turismo. (pág. 60)

Fraco, mesmo com muletas – Decisão da Fazenda em taxar capital externo não segura queda do dólar e desestimular investimentos vitais para o País crescer. (págs. 106 e 107)

Por que as cobaias viraram pets – Nova lei regulamenta o uso de animais em pesquisas no Brasil e muda o comportamento de cientistas. (pás. 110 e 111)

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ISTOÉ Dinheiro

A reinvenção da Nextel

– Como uma operadora de celulares, até ontem sem charme e estagnada, se tornou objeto de desejo de consumidores endinheirados e passou a ter a maior taxa de crescimento do mercado.

Entrevista – Martin Wolf – “Bancos são uma eterna fonte de instabilidade” – Poucas pessoas têm tanta influência no debate global quanto o inglês Martin Wolf. Suas ácidas e provocantes colunas no jornal Financial Times fazem a cabeça de banqueiros, financistas, acadêmicos e autoridades no mundo todo desde 1996. Economistas formado em Oxford, Wolf tem dois livros publicados sobre globalização e é uma estrela com luz própria nos encontros do FMI e do Banco Mundial. (págs. 32 a 34)

O dono da energia – Mineiramente, Aécio Neves transforma a Cemig no maior grupo elétrico brasileiro. E, assim, pretende se viabilizar à Presidência em 2010. (págs. 42 e 43)

Você seria sócio deste homem? – O governo está prestes a votar o ingresso da Venezuela no Mercosul e os diplomatas ainda não sabem se o Brasil poderá conter Hugo Chávez ou se será contaminado por ele. (pág. 46)

Você não o conhece. Mas ele cuida do seu dinheiro – quem é Bolívar Tarragó, gestor de um fundo de R$ 12 bilhões com recursos do FGTS, que subsidiam empresas, mas rendem pouco para o trabalhador. (págs. 48 e 49)

Leite derramado pela justiça – Nunca os juízes bloquearam tantos recursos diretamente nas contas bancárias das empresas privadas. E um dos alvos preferenciais tem sido o setor de laticínios. (págs. 62 e 63)

O pedágio da Bovespa – para combater a valorização do real, o governo decidiu taxar em 2% os investimentos estrangeiros, mas os efeitos no câmbio e nas ações ainda são incertos. (págs. 104 a 107)

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CartaCapital

Estado & Capital, ainda e sempre

– No Brasil, a livre iniciativa clássica só existe como licença poética 

FHC e a maconha

– O ex em busca de um lugar ao sol

Real valorizado

– O IOF de 2% é pouco para controlar o câmbio

Rosa dos Ventos – Mauricio Dias – A curva que assusta – Uma “pesquisa das pesquisas” parece explicar por que José Serra tergiversa em definir sua candidatura. (págs. 20 e 21)

Editorial – Mino Carta – E agora, ao social – Seremos a 5ª economia do mundo até 2016. Distribuição de renda, finalmente, a bem de um capitalismo pós-neoliberal. (pág. 22)

Os últimos lances da sucessão – 2010 – O PT e o PMDB fecham um “pré-compromisso” e o DEM pressiona os tucanos. (pág. 23)

Capitalismo à brasileira – Economia – As pressões sobre a Vale, o apoio do BNDES às empresas… O mundo não é um faz de conta liberal. (págs. 28 a 33)

Linha de Frente – Wálter Fanganiello Maierovitch – O Morro dos Macacos e as armas – Na disputa por uma “boca de fumo”, assistiu-se ao mesmo filme de sempre: a população carioca acuada por grupos pré-mafiosos. (pág. 40)

Sextante – Antonio Delfim Netto – Crises e história – O exercício da liderança do presidente Lula foi fundamental para a adesão de empresários e trabalhadores aos estímulos de uma política que sustentou os níveis de consumo. (pág. 41)

E o presente chegou – Mais admiradas – Na tradicional festa de CartaCapital, o otimismo substitui os temores do ano passado, só combatido então por Lula, que prometia “marolinha”. (págs. 44 a 50)

Contra a polarização – 2010 – O governador do Ceará, Cid Gomes, defende a candidatura do irmão Ciro à Presidência e diz que o embate PT vs. PSDB impede mais avanços no Brasil. (págs. 52 e 53)

Primeiros socorros – Dólar – A taxação das aplicações estrangeiras ameniza a instabilidade cambial, mas medidas mais drásticas serão necessárias: a crise global ainda está no começo. (págs. 56 a 59)

Fernando, o riponga – Drogas – A campanha do ex-presidente pela descriminação da maconha é bem-vinda. Se for sincera e não mero oportunismo. (págs. 66 a 68)

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