Gabriela Guerreiro, da Folha Online. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), prometeu entregar nesta quinta-feira à Mesa Diretora da Casa a esperada reforma...

Gabriela Guerreiro, da Folha Online.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), prometeu entregar nesta quinta-feira à Mesa Diretora da Casa a esperada reforma administrativa na instituição realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Em meio às acusações de que teria paralisado a reforma, Sarney disse estar disposto a exonerar servidores fantasmas que estiverem vinculados à Casa. “Fantasmas, se tiver, vamos exorcizá-los. Se são fantasmas, não existem”, afirmou.

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), confirmou que a Mesa vai analisar na quinta-feira o relatório da FGV com propostas de mudanças na estrutura da Casa que vem sendo realizado há mais de seis meses.

A demora ocorreu por divergências entre o que foi proposto pela fundação e o desejo do Senado.

Na sexta-feira, ao negar a paralisia da reforma, Sarney disse que mudanças complexas não podem ser adotadas na casa em 24 horas.

Segundo o senador, a Casa vai adotar as sugestões da fundação depois que modificar alguns pontos da reforma –com o aval do plenário.

A FGV entregou a reforma ao Senado em agosto, mas até agora as mudanças não foram anunciadas formalmente pela direção.

Além de propor o enxugamento dos quadros do Senado, a reforma amplia o poder político dos senadores na composição dos gabinetes e estabelece que a partir de 2011 os escritórios dos parlamentares terão 25 servidores –sendo que apenas três obrigatoriamente terão que ser concursados, fortalecendo as indicações políticas.

Os chefes de gabinetes, diferente de como ocorre atualmente, também serão de livre nomeação dos parlamentares. Pelas regras atuais do Senado, cada um dos 81 senadores tem direito a 12 vagas de servidores comissionados.

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