Noventa e dois por cento dos mais de seis mil servidores do Senado concluíram o primeiro processo de recadastramento da Casa. Outros sete por...

Noventa e dois por cento dos mais de seis mil servidores do Senado concluíram o primeiro processo de recadastramento da Casa. Outros sete por cento chegaram a preencher os dados, mas não terminaram, e um por cento sequer abriu o documento de atualização cadastral obrigatório.

Os dados foram apresentados agora há pouco pela diretora de Recursos Humanos Dóris Peixoto, em audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado.

Em números reais, isso significa que 220 funcionários efetivos e 195 comissionados preencheram alguns dados do processo, mas não terminaram. Outros 23 efetivos e 65 comissionados não responderam às perguntas.

O envio das informações deveria ser feito até a meia-noite desta segunda-feira, depois de duas prorrogações. A terceira mudança de prazo surgiu a partir de um requerimento do primeiro vice-presidente, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que exigiu explicações sobre levantamento do Jornal Correio Braziliense que, na última semana, denunciou que 828 servidores da Casa não haviam formalizado o recadastramento.

Agora, cada um dos 88 casos averiguados será analisado individualmente pela diretoria do Senado. “Vamos analisar e suspender esses pagamentos. Isso é uma caça às bruxas. Queremos saber o que temos e o que somos. Não é uma questão de matar ou massacrar”, afirmou o primeiro-secretário Heráclito Fortes, também presente à comissão.

Ainda segundo o parlamentar, as chefias de gabinete dos supostos fantasmas vão ser comunicadas porque existe a possibilidade de o não preenchimento de dados ter sido ocasionado pela expedição de licença médica legal de alguns servidores. “Vamos analisar também porque às vezes isso nem foi culpa do servidor, que pode ter enviado o documento e havido algum erro no sistema”, argumentou.

Para o diretor-geral da Casa, Haroldo Tajra, mesmo com algumas ausências, o primeiro recadastramento da história do Senado teve resultados considerados positivos. “Estamos satisfeitos com os resultados apresentados. O Senado é como um transatlântico, de forma não adianta querer dar uma guinada de 90 graus de uma vez só”, disse Tajra.

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