Fico com muita pena das famílias dos passageiros do voo AF-447. enquanto não aparecer um corpo — e é provável que não apareçam mais,...

Fico com muita pena das famílias dos passageiros do voo AF-447. enquanto não aparecer um corpo — e é provável que não apareçam mais, como eu venho antecipando há três dias. Isso só faz aumentar a dor de quem perdeu pessoas queridas. E logo, logo vão começar as espculações mais estapafúrdias de guias, gurus, pais de santo e médiuns. Na falta de uma explicação plausível, abre-se um campo fértil para todo tipo de profeta de ocasião.

Repare nos movimentos dos próximos dias. Somos uma sociedade de crentes dispostos a aceitar qualquer esclarecimento, por menos racional que pareça. E há pelo menos um precedente na história recente das tragédias aéreas brasileiras. Eu vivi toda a angústia de uma família nessas condições e quero compartilhar isso com vocês.

Em 1978 um avião cargueiro da VARIG decolou de Tóquio e jamais aterrisou no Brasil. O voo, se não me engano, tinha uma escala prevista em Los Angeles. O comandante do avião se chamava Gilberto. Cinco aanos antes, ele er o co-piloto do Boeing 707 que caiu num campo de plantação de cebolas que ficava a poucos quilômetros da cabeceira da pista do Aeroporto de Orly, na França.

A família do comandante Gilberto vivia num nos Estados Unidos. Assim que o avião desapareceu, a viúva e os filhos se mudaram para Uberlândia, a minha cidade. Eu era um adolescente. Uma das filhas do comandante, a Cacau, também era. Virou minha namoradinha assim que desembarcou no interior de Minas Gerais.

Passei a frquentar a casa deles. Era terrível ver o sofrimento da viúva

 

 

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