A visita do presidente de Israel, Shimon Peres, a Brasília, foi marcada por diversos fatos inusitados. Primeiro, o forte esquema de segurança, que chegou...

A visita do presidente de Israel, Shimon Peres, a Brasília, foi marcada por diversos fatos inusitados.

Primeiro, o forte esquema de segurança, que chegou a constranger muitos profissionais da imprensa. Alguns tiveram inclusive que ficar nus durante vistoria “de rotina”.

Depois, o discurso do presidente israelense, que direto do Congresso Nacional, filosofou ao falar das belezas do Brasil. Em hebraico, Peres ressaltou “a paisagem humana, a tranquilidade do samba, maravilhoso e rítmico”. “Vocês são um povo que sabe sambar, cantar e que possui personagens de impacto na política, na saúde e na ciência”, afirmou.

Shimon Peres também foi enfático ao citar Lula como uma referência de 100 anos de amizade, numa alusão ao romance “100 anos de solidãao”, de Gabriel García Marquez. “Lula é uma liderança que desperta inspiração no Brasil e fora e que desperta inspiração no futuro e no presente”, ressaltou.

Ao falar da paz, o prêmio Nobel de 1994 disse que o Brasil pode ajudar nesse estabelecimento entre israelenses e palestinos num curto espaço de tempo.

Shimon Peres também aproveitou o discurso e a visita para falar das relações de Israel com iranianos e afirmou que no passado, o sentimento de inimizade não existia. O presidente também usou o plenário do Senado para mostrar o relacionamento com palestinos.

De Brasília, Peres segue para o Rio de Janeiro.

Hoje, a autoridade palestina recebeu do Distrito Federal o título de cidadão honorário. Em plenário, foi informado pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) que o dia 18 de março foi definitivamente incluso no calendário brasileiro como o dia da imigração judaica para o Brasil. A data foi aprovada durante votação na Comissão de Relações Exteriores da Casa.

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