Às vésperas da retomada do julgamento do italiano Césare Battisti, o ex-ativista decide que não vai suspender a greve de fome iniciada na última...

Às vésperas da retomada do julgamento do italiano Césare Battisti, o ex-ativista decide que não vai suspender a greve de fome iniciada na última sexta-feira. Aparentemente debilitado, ele foi visitado hoje por parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado. “Éramos 20 parlamentares e mais uns 20 representantes de movimentos como a UNE, a CUT e a CNBB”, afirma o senador petista Eduardo Suplicy, um dos líderes da comitiva que dedicou a tarde a ir à Papuda, presídio do Distrito Federal onde está preso Battisti.

Apesar da fraqueza decorrente da falta de alimentação, Battisti, no entanto, mostra-se confiante com o destino que vai ser decidido amanhã durante sessão do Supremo Tribunal Federal. “Ele (Battisti) está moralmente forte e confiante de que aa decisão amanhã pode ser positiva no sentido de que o refúgio vai ser mantido e não levado de volta à Itália”, contou Suplicy ao dizer também que Battisti foi submetido a exames na noite de ontem e tomou soro para ajudar na recuperação.

Na visita, Suplicy informou ao ex-ativista que enviou uma carta ao presidente do STF, Gilmar Mendes, pedindo para que Battisti tivesse a oportunidade de dizer “aos ministros olho no olho que ele de fato não cometeu nenhum crime que o acusaram de ter cometido”. No entanto, dificilmente o apelo de Suplicy vai ser acatado pelo presidente.

Também durante o encontro, os parlamentares expressaram a confiança de que o STF vai respeitar a verdade e “com o objetivo de realizar a justiça vai conceder a ele (Battisti) o direito de  refúgio”.

O julgamento de Battisti está empatado: quatro ministros votaram favoráveis à extradição e outros quatro apóiam o refúgio dado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, no último mês de janeiro.

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