O julgamento do italiano Césare Battisti continua dando o que falar. Hoje, um dia após a decisão do Supremo Tribunal Federal pela extradição do...

O julgamento do italiano Césare Battisti continua dando o que falar. Hoje, um dia após a decisão do Supremo Tribunal Federal pela extradição do ex-ativista, as críticas foram veladas e direcionadas à postura do órgão de passar para o presidente Lula a decisão final sobre o destino do homem condenado por quatro homicídios na década de 1970.

“Se o presidente Lula pode dizer que decisão é ou não melhor, então é a desmoralização da democracia no país. O Supremo sempre vem zelando e ontem titubeou”, afirmou o senador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO).

Para ele, a decisão do Supremo não pode ser “apequenada”. O parlamentar se mostrou feliz com a decisão de ontem, mas insatisfeito com os rumos posteriores ao resultado do julgamento. “Se o presidente Lula cumprir a decisão já tomada pelo Supremo, vai ser uma decisão estadista. Se não cumprir, é só mais um bandido a solta no Brasil”, declarou.

No entanto, estima-se que o caso só deva chegar à mesa do presidente Lula no início do ano que vem.

Por 5 a 4, os ministros do STF autorizaram a extradição de Césare Battisti. No julgamento de ontem, a maioria dos ministros entendeu que o refúgio dado em janeiro pelo ministro da Justiça Tarso Genro ao italiano não se justificaba porque os crimes cometidos no passado nada tinham a ver com crimes políticos.

A decisão foi comemorada pela justiça italiana. Por outro lado, outros temem que a volta de Battisti à Itália possa ser um risco à vida do próprio ex-ativista, condenado a prisão perpétua.

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