do iG Matheus Leitão e Fred Raposo Gravação realizada em 21 outubro de 2008 pelo secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal,...

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Matheus Leitão e Fred Raposo

Gravação realizada em 21 outubro de 2008 pelo secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, revela o repasse de R$ 400 mil ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que, segundo inquérito da Polícia Federal (PF) obtido pelo iG, deveriam ser entregues ao secretário de Estado, José Geraldo Maciel, para pagamento da “base aliada”.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, Durval declara que, além dos R$ 400 mil, “outros R$ 200 mil terão aquele destino”. Ainda segundo o inquérito, o dinheiro seria “dissipado em diversos pagamentos menores para pessoas ainda não identificadas”.

As escutas citam três pessoas envolvidas no repasse de parte do dinheiro: o secretário de Educação do DF, José Luiz Vieira Valente, que teria recebido R$ 60 mil da Infoeducacional; Domingos Lamoglia, conselheiro do Tribunal de Contas do DF, apontado como um dos operadores do esquema; e Gilberto Lucena, um dos proprietários da Linknet, que, segundo a investigação, encaminhou R$ 34 mil a Durval.

Segundo a PF, as empresas Infoeducacional, Vertax, Adler e Linknet, que prestam serviços ao Governo do Distrito Federal, também participam do repasse ao “esquema crimminoso” dos R$ 600 mil rastreados pela polícia.

Operação

Na manhã desta sexta-feira, vários agentes da Diretoria de Inteligência da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência oficial do governador José Roberto Arruda do DEM, em secretarias do governo e em gabinetes de deputados na Câmara Legislativa.

Os mandados de busca e apreensão foram solicitados pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STF), que preside o inquérito. Segundo uma fonte disse à reportagem do iG, a investigação apura supostas irregularidades do governo do Distrito Federal em contratos na área de informática e tecnologia. O processo está sob segredo de justiça.

A operação, que ocorreu só no Distrito Federal, é considerada extremamente delicada por suas implicações políticas. O ministro Fernando Gonçalves não pediu mandados de prisão, apenas de busca e apreensão.

Procurado, o governo do Distrito Federal, por meio da assessoria de imprensa, disse não ter informações oficiais sobre a operação da Polícia Federal.

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