Jailton de Carvalho Computadores, documentos e pacotes de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora , há duas semanas, reforçam as...
Jailton de Carvalho
Computadores, documentos e pacotes de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora , há duas semanas, reforçam as suspeitas contra o grupo do governador José Roberto Arruda , acusado de desviar recursos públicos e distribuir parte dos lucros com políticos aliados . Entre os R$ 700 mil apreendidos pela PF em endereços de pelo menos dois integrantes da organização, foram descobertos pacotes de notas seriadas. ( Leia mais: Arruda anuncia desfiliação do DEM )
Este é mais um indício de que o dinheiro foi distribuído por uma única pessoa, num mesmo período: o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa , pagador do chamado mensalão do DEM e principal colaborador da polícia nas investigações.
Investigação teria indícios fortes contra Arruda
Autoridades que estão acompanhando as investigações dizem que são contundentes os indícios contra Arruda e que dificilmente o governador escapará das acusações mais fortes que pesam contra a organização. O grupo de Arruda é acusado de cobrar propina de aproximadamente 10% dos valores de contratos firmados pelo governo do Distrito Federal com empresas de vários setores, principalmente das áreas de informática e construção civil.
De acordo com Durval, o dinheiro se destinava ao enriquecimento pessoal e à distribuição entre políticos e funcionários públicos do alto escalão ligados ao esquema.
A partir das análises do material, a polícia deverá sugerir a quebra do sigilo bancário dos investigados, entre eles do governador. As sugestões serão apresentadas no relatório parcial que a PF deverá encaminhar segunda-feira ao ministro Fernando Gonçalves, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No entanto, ainda antes da conclusão do relatório, a Polícia Federal tentará identificar as contas bancárias por onde passaram as notas seriadas, em endereços de aliados de Arruda. Vídeos gravados por Durval indicam que o dinheiro da propina tinha como fonte empresas com contratos com o governo local.
Para a polícia, a identificação das contas estabelecerá mais um vínculo material entre os pagadores da propina e os beneficiários do esquema. Isso poderia facilitar, mais tarde, o indiciamento dos acusados por formação de quadrilha, entre outros crimes. Em depoimento à PF, Durval informa que o pagamento da propina coincidia com as datas de pagamentos das parcelas de determinados contratos. O ex-secretário chega a sustentar que, numa determinada remessa, 40% dos recursos eram destinados a Arruda, 30% ao vice-governador Paulo Octávio, 10% ao ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel e o restante para outras pessoas dos escalões mais baixo da suposta organização.
Durval Barbosa está sob proteção policial
Antes de fazer a denúncia à Polícia Federal, Durval Barbosa gravou vários vídeos nos quais ele aparece recebendo dinheiro de empresários e, depois, repartindo os recursos entre políticos e aliados de Arruda e Paulo Octávio. Em 21 de outubro, a polícia gravou conversa em que Arruda acerta com Durval partilha de dinheiro.
Desde o início das investigações, Durval está sob proteção policial. De acordo com um amigo do ex-secretário, Durval está ajudando a polícia a destrinchar parte dos documentos apreendidos. O Instituto Nacional de Criminalística, da PF, está agora fazendo perícia do dinheiro apreendido e dos vídeos de Durval.
Os policiais vão verificar se os vídeos são, de fato, autênticos para, a partir daí, serem anexados às provas contra o grupo de Arruda. Para a polícia, até o momento não há indício de adulteração no material produzido por Durval.
Clique aqui para ler a íntegra da cobertura no site de O Globo
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