SÃO PAULO – O advogado de defesa da Universidade Bandeirantes (Uniban), Vicente Cascione, afirma que vai utilizar o depoimento de Geisy Arruda à Justiça...
SÃO PAULO – O advogado de defesa da Universidade Bandeirantes (Uniban), Vicente Cascione, afirma que vai utilizar o depoimento de Geisy Arruda à Justiça para incriminá-la como litigante de má-fé (quando um réu move uma ação em busca de vantagem) e que “quem vai pagar pelos danos morais à Uniban é a aluna”.
Cascione afirma que quem foi exposta negativamente no caso foi a Uniban. “Esse pedido de indenização parece golpe, que começou naquela noite. Nossa defesa vai usar tudo o que ela disse contra ela”, ressalta. Cascione afirma que todas as declarações da estudante à imprensa, não seguem o ocorrido, mas apenas algumas passagens do fato.
Segundo relato do advogado, a verdadeira história, contada em depoimento da aluna à Justiça, aponta que “Geisy chegou umas 19h45 e nos corredores foi chamada de ‘gostosa’ por vários alunos e disse que gostou. Foi direto para a sala de aula, onde ficou por 20 minutos, até sair e ir ao banheiro. No caminho do banheiro encontrou uma colega que pediu que fosse até a outra sala onde alguns alunos queriam vê-la. Foi ao local e se exibiu. Voltou para a sala e assistiu a aula até o intervalo. Na volta do intervalo, os seguranças acompanham a movimentação da aluna de volta à sala e uma colega de Geisy diz que um segurança estava olhando para as coxas da aluna. O segurança respondeu que estava todo mundo olhando e manda a colega de Geisy, já dentro da sala, calar a boca. Nesta hora o irmão da colega se sente ofendido com a ordem do segurança à irmã e avança no segurança. Então, os alunos começam a gritar, tirar fotos e prestar atenção à briga, não em Geisy.
No final, a colega cujo o irmão brigava, chama a Polícia Militar que estava fora do prédio para apartar a briga e os alunos ficam indignados com a invasão da PM. Sob vaias, a PM sai com Geisy, e desce do terceiro ao primeiro andar. Apenas na saída da instituição, Geisy é xingada por um pequeno grupo de meninas, já na catraca de saída”.
Cascione afirma que o vice-reitor Ellis Brown não contou essa história na coletiva de imprensa, em 8 de novembro, em que explicava o porquê da revogação da expulsão, já que a aluna ainda não tinha declarado o ocorrido. Na ocasião, Brown foi taxativo ao afirmar que – pela investigação interna -, a conduta da aluna teria levado ao alvoroço no local. Ele não relatou nenhuma briga na instituição.
Quanto ao abono das faltas de Geisy, Cascione declara que não há motivo para tirar faltas de quem não frequenta a universidade. “Ela nunca mais voltou à universidade e vai perder o ano porque não fez o que todo aluno tem de fazer, ir à aula. Ela não é diferente de ninguém. A Uniban não tem de ir atrás dela, senão daria tratamento diferente ao que dá aos seus 70 mil alunos. Isso não seria justo. A universidade está lá. Ela é quem tem de ir, mas nunca mandou ninguém para ver como seria sua volta, nem mandou atestado”, declarou Cascione.
Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão
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