Dois dias após a Polícia Militar do Distrito Federal ter entrado em confronto com manifestantes , o governador José Roberto Arruda (sem partido) enviou...
Dois dias após a Polícia Militar do Distrito Federal ter entrado em confronto com manifestantes , o governador José Roberto Arruda (sem partido) enviou ofício ao secretário de Segurança Pública, Valmir Lemes de Oliveira, reconhecendo “a legitimidade das manifestações populares”. No ofício, Arruda diz também que “o direito dos manifestantes termina onde começa o direito dos cidadãos de ir e vir e as forças policiais devem dar segurança às manifestações ordeiras e pacificas”.
Com cenas de violência explícita, tropas da PM entraram em confronto com aproximadamente 1.500 pessoas, a maioria estudantes da Universidade de Brasília (UnB), que participavam de um protesto na quarta-feira. Os manifestantes protestavam contra Arruda, acusado de ser o chefe de um esquema de distribuição de propina para deputados distritais e aliados políticos. Por causa das denúncias, Arruda se desfiliou do DEM na quinta-feira .
Durante o confronto de quarta-feira, os policiais investiram com cavalos contra a multidão, atacaram os manifestantes com bombas de efeito moral, balas de borracha e golpes de cassetete. Os manifestantes também foram pisoteados por cavalos.
Nesta sexta, o promotor Mauro Faria Lima, da Promotoria Militar, abriu procedimento para investigar lesão corporal, abuso de autoridade e até tortura. A solicitação fora feita pelo MP na quinta-feira .
Para o promotor, a “selvageria” da repressão comandada pelas tropas do coronel José Belizário Silva Filho “são cenas indignas de um país civilizado”. Segunda-feira, ele começa a interrogar vítimas e testemunhas. Depois, intimará Silva Filho e outros militares. Ele requisitou à TV Globo cópias de reportagens com cenas do ataque da cavalaria contra os manifestantes.
Clique aqui para ler a íntegra da cobertura no site de O Globo
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