Do blog do João Bosco Rabello Ainda em meio aos escombros do terremoto de Brasília, o DEM não parou para fazer as contas do que...

Do blog do João Bosco Rabello

Ainda em meio aos escombros do terremoto de Brasília, o DEM não parou para fazer as contas do que sobrou. Sabe que enquanto administra a crise interna, o partido acabou em Brasília, Rio e Bahia, por enquanto. Mesmo no nordeste, não tem mais capacidade de somar contra o PT numa eleição presidencial. A força regional servirá ao partido de forma paroquial, em eleições bem pontuais, restritas aos estados.

O partido se reconhece inferiorizado na parceria histórica com o PSDB, sem condições de se impor na escolha do vice ou da estratégia de campanha. “Não produzimos nada nesses anos todos, estamos como aquela dona-de-casa que se deu conta tarde demais de que podia ter vôo próprio. Agora, resta ficar passivo no casamento”. O diagnóstico é de uma das mais experientes lideranças do partido e reflete o estado de espírito geral.

Há pouco, no plenário, o líder do partido no Senado, José Agripino (RN), sintetizava esse quadro ao responder sobre a chapa ideal para a aliança com o PSDB. “Nós queremos a vitória”, tangenciou.

A conversa foi motivada pelas declarações do governador de Minas, Aécio Neves, de que ele e o governador paulista, José Serra, podem se entender após uma conversa que têm agendada para sexta-feira. Agripino – ele próprio cotado para vice – defendeu a chapa puro-sangue tucana e apelou para que Serra e Aécio façam uma escolha lúcida.

Trocando em miúdos, se já não tinha muita força na parceria, depois do escândalo Arruda o partido entrou em crise. O papel de oposição foi fatal aos democratas, que sucumbem à ausência do poder.

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