A PETROBRAS recuou, mas ainda insiste em manter a estratégia de desmobilização da cobertura da imprensa sobre a CPI que vai investigar os negócios...

A PETROBRAS recuou, mas ainda insiste em manter a estratégia de desmobilização da cobertura da imprensa sobre a CPI que vai investigar os negócios da estatal. Uma mudança sutil no comportamento da equipe de assessores foi anunciada. Agora, a BR diz que vai divulgar as perguntas que lhe são dirigidas e as respectivas respostas à zero hora do dia da publicação da matéria. Vai, portanto, continuar “furando” os veículos de comunicação, com prejuízos mais do que evidentes especialmente para as mídias eletrônicas. O site afirma que a data normalmente é informada pelos jornalistas. Não se sabe se a BR vai assumir também o papel de bedel das pautas, estabelecendo a cronologia da divulgação.

A nova regra também não livra a empresa das críticas de quebra de confidencialdiade e apropriação de perguntas que pertencem aos profissionais e aos veículos de comunicação. E não deixa claro se a concessão das respostas está condicionada à confirmação da data da publicação.

O site dedo-duro afirma que tem “recebido o apoio de milhares de internautas”. Não faz nenhuma menção às críticas que vem recebendo de entidades representativas da sociedade civil e de milhares de cidadãos que estão indignados com a tentativa de criar embaraços para o direito de informação.

A página continua abrigando comentários injuriosos sobre a imprensa, apócrifos ou assinados por acionistas da empresa. Não se sabe se o espaço de manifestação do blog dedo-duro é ou não mediado, qual o critério de seleção daquilo que vem sendo publicado e a quem cabe a responsabilidade civil e criminal pelos conteúdos pretensamente produzidos por visitantes da página.

A empresa também não explica qual é o critério que a leva a publicar algumas perguntas e respostas, e não todas. Este blog mesmo encaminhou duas indagações à assessoria de imprensa há mais de 12 horas. Não obteve resposta nem encontrou a explicação no “Fatos e Dados”. As perguntas se referiam aos recursos destinados publicitários investidos do site da ABI  e qual o valor dos vários patrocínios a projetos culturais executados pela Associação Brasileira de Imprensa.

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