Em entrevista ao Estado, o carnavalesco Joãosinho Trinta dispara contra o governo do Distrito Federal e ironiza o desfile da Beija-Flor no carnaval de...
Em entrevista ao Estado, o carnavalesco Joãosinho Trinta dispara contra o governo do Distrito Federal e ironiza o desfile da Beija-Flor no carnaval de 2010. “É o panetone malfeito”, brinca. Com um histórico de 12 títulos como carnavalesco, ele responsabiliza também setores da escola de samba por tirá-lo do desfile. Joãosinho, de 76 anos, é cidadão honorário de Brasília e vive na cidade há três anos para tratar de um acidente vascular cerebral. O carnavalesco está filiado ao PTB e pretende disputar vaga de deputado distrital em 2010.
Por que sua exclusão do projeto do carnaval do governo Arruda?
Exatamente porque eles são o que são. Tinham interesse nesse projeto. No momento em que fomos alijados, ficamos estupefatos. Como tirar um projeto desse das mãos dos seus autores? E alijar a mim, a uma pessoa profundamente ligada à Beija-Flor. E tem ainda a ciumeira, uma história muito antiga, dentro da comissão de carnaval da Beija-Flor. São histórias de muitos anos, de intrigas em relação a mim e à comissão.
Envolve dinheiro?
É a resposta que a situação atual responde: dinheiro. A gente não pode esperar de quem você já ouve e já sabe que são frutos que não são sadios. Não se pode esperar que sementes que não sejam sadias possam produzir frutos sadios. Nós estamos calejados. O povo está calejado. O dinheiro é a desgraça da humanidade, porque, com o dinheiro, escreve os maiores dramas. É um dinheiro maldito, que traz tanta fome ao Brasil.
Se fosse seu, como seria o enredo da Beija-Flor sobre Brasília?
O panetone malfeito.
Haveria um carro alegórico sobre panetone?
Seria o abre-alas.
E os destaques?
Eu levaria todos esses políticos de Brasília para ser ovacionados, se divertirem e concluírem a diversão que começaram no Distrito Federal e que deve continuar no Rio. Aí a festa fica completa para eles.
No seu desfile, haveria a meia, em referência ao deputado que a usou para colocar dinheiro?
Claro, nas fantasias.
Qual será o efeito do “mensalão do DEM” na avenida?
Gostaria de ver o que vai acontecer na avenida, será muito mais surpreendente do que qualquer palavra que se diga agora. Não se pode fazer festa em cima de escombros. Ninguém faz festa em cima de ruínas.
Clique aqui para ler a íntegra da cobertura no site do Estadão
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