Por Enock Cavalcanti, editor do site censurado Página do E Se o blog dele não estivesse censurado , você deveria estar lendo este artigo...

Por Enock Cavalcanti, editor do site censurado Página do E

Se o blog dele não estivesse censurado , você deveria estar lendo este artigo lá (www.paginadoe.com.br)

 

Baixinho, careca, fala mansa. A figura do deputado José Geraldo Riva (PP-MT) não combina com aquela que muita gente tem na cabeça quando se fala de coronéis da política. Riva é um político ardiloso que, à medida que foi estabelecendo sua hegemonia sobre o Poder Legislativo de Mato Grosso, espalhou seus tentáculos pelos demais poderes, pela imprensa, pelos partidos políticos, pelas entidades esportivas, pelas prefeituras, pelos clubes de serviço, pelas entidades de classe – e hoje é paparicado por todos os lados. Só não tem vida boa em alguns raros blogs – como a www.paginadoe.e e o www.prosaepoltica – que tem o péssimo hábito de estar sempre recordando os mais de 100 processos judiciais que Riva responde na Justiça e que fazem dele o político mais processado por corrupção de toda a história de Mato Grosso.

São processos titulados pelo Ministério Público Estadual e que responsabilizam Riva e outras 23 pessoas ligadas às suas administrações à frente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso por um rombo financeiro que, devidamente corrigido, já teria ultrapassado a casa dos 450 milhões de reais. Pelo que revelaram as investigações da Policia Estadual, da Policia Federal e dos MPs federal e estadual, todo este dinheiro teria saído dos cofres do Estado, passeado pelos cofres da Assembléia, depois transferido para empresas de factorings comandadas pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro e, daí, repassado a empresas fantasmas através das quais Riva alimentaria todo o poder político de que goza em Mato Grosso.

Sob o comando de Geraldo Riva, a Assembléia de Mato Grosso se transformou em um dos maiores anunciantes da mídia local, seja TV, rádio, jornal, revistas ou internet. Ao invés de reprimir, a principal tática de Riva é envolver e foi assim que transformou o parlamento estadual em um dos principais sustentáculos financeiros da imprensa mato-grossense, numa influência que vai da afiliada local da Rede Globo até os jornalecos mais inexpressivos que circulam pelos becos da capital e do vasto interior do Estado. Contra aqueles que não conseguiu envolver ou seduzir, Riva passou a utilizar, ultimamente, o recurso dos processos judiciais. Por isso, a censura hoje imposta pelo juiz Pedro Sakamoto, da Décima Terceira Vara Civil de Cuiabá à Página do E e ao Prosa e Política – iniciativa que ganhou repercussão nacional e até mesmo internacional mas que é pouco divulgada na imprensa regional de Mato Grosso. Os blogueiros tem a seu favor uma procura cada vez mais acentuada pelos seus blogs por parte dos diversos setores da população – o que pode acabar transformando a censura judicial num tiro no pé disparado pelo próprio Riva.

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