Carolina Brígido O processo sobre o mensalão do PT , que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), chegou à reta final. Na semana passada,...
Carolina Brígido
O processo sobre o mensalão do PT , que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), chegou à reta final. Na semana passada, a Justiça acabou de ouvir os depoimentos de todas as testemunhas de defesa que moram no exterior. Ao todo, das mais de 600 testemunhas designadas pelos réus, no Brasil e em outros países, falta colher o depoimento de apenas 24, distribuídas em sete estados brasileiros. O depoimento das testemunhas foi a etapa mais demorada do processo.
A próxima fase será a realização de diligências. Em seguida, o relator, ministro Joaquim Barbosa, vai dedicar cerca de um ano à elaboração de seu voto. A expectativa é de que o julgamento final ocorra em 2011.
Em junho de 2008, os 39 réus indicaram, no total, 641 testemunhas de defesa. Na época, Joaquim ficou preocupado com o risco de prescrição do crime antes mesmo do julgamento, diante da dificuldade que a Justiça teria para encontrar todas as pessoas. A preocupação principal era com testemunhas que moram no exterior, ouvidas por carta rogatória. Na semana passada, chegou ao STF a transcrição do último depoimento realizado no exterior, feito pela Justiça de Portugal.
Durante o último ano e meio, juízes de todo o Brasil designados pelo STF ouviram os depoimentos das testemunhas de defesa. As 24 restantes não foram encontradas para serem intimadas, ou justificaram a ausência no depoimento. O próximo passo será localizar essas pessoas e colher os depoimentos. No Paraná, serão interrogadas duas pessoas. Em Minas, três. Em seguida, São Paulo, com dez depoentes. Bahia, Sergipe, Paraíba e Amazonas têm, cada um, uma testemunha para ser ouvida. E, por fim, Brasília, com cinco testemunhas.
Entre essas pessoas, está o deputado José Mentor (PT-SP), indicado pelo réu Rogério Lanza Tolentino, sócio de Marcos Valério, o operador do esquema do mensalão. Para ouvir os últimos depoimentos, Joaquim deu prazo de 15 dias úteis aos juízes nos estados. Em seguida, as transcrições dos interrogatórios serão encaminhadas com urgência a Brasília. A expectativa é que os depoimentos se encerrem em março de 2010.
O processo foi aberto no STF em agosto de 2007 contra 40 réus. Um deles, o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, fez acordo com o Ministério Público e cumpriu pena alternativa em troca da suspensão do processo contra ele. Os outros continuam sendo investigados por integrar suposto esquema no qual o governo federal pagava propina a aliados em troca de apoio político em votações no Congresso.
Clique aqui para ler a íntegra no site de O Globo
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