O senador Eduardo Suplicy, que até agora permencia imune ao ataque contra a ética dos congresistas, teve seu nome mesclado ao dos 300 picaretas...

O senador Eduardo Suplicy, que até agora permencia imune ao ataque contra a ética dos congresistas, teve seu nome mesclado ao dos 300 picaretas que abusaram das prerrogativas parlamentares, mais especificamente da cota de passagens. Segundo a Folha, ele mandou a namorada Mônica Dallari para Paris com passagem paga pelo Senado. Não tenho absolutamente nada a ver com oSuplicy. Mas fico muito preocupado com a tentativa nossa, da mídia, de colocar todo mundo no mesmo liquidificar moral representado hoje pelo Congresso Nacional.

Fui pautado para fazer a matéria. Falei com o senador. Ele disse que havia pago a passagem. A viagem não era de turismo, como fizeram tantos parlamentares. Era um convite do governo da China. Mônica, a “namorada”, é, na verdade, a companheira dele. Não é “mulher” porque não são casados. Mas não compete à imprensa fazer o julgamento moral de qualquer relação. E Paris era apenas uma escala, não o destino final, Pequim.

Suplicy pagou a passagem da companheira. E o fez muito antes que se cogitasse qualquer escândalo envolvendo a ponte-aérea Brasília-Paris-Nova Iorque da Taxpayer Air. Ele pagou em Novembro de 2007, oito meses depois que o bilhete foi emitido. Não havia ninguém pressionando o Congresso. O pagamento foi feito porque ele achou que teria que ser assim.

Apesar disso, foi confundido com a geleia-geral. E por má-fé. A documentação comprovando o pagamento estava à disposição de todos.

O fac-símile do documento está logo abaixo. Todo mundo que quis viu. Mas os coleguinhas, no final do expediente, teimavam em dizer que o pecado dele era o mesmo de todos os outros parlamentares do Congresso. Não é. Não tem nada a ver levar a mulher numa missão oficial e pagar pela passagem dela com a confusão dos passeios à Disneylândia pagos pelo contribuinte.

Anexo o documento.

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