A avó do menino-chicana Sean Goldman caba de divulgar uma carta-aberta endereçada ao presidente Lula pedindo ajuda para que o neto seja ouvido pela...

A avó do menino-chicana Sean Goldman caba de divulgar uma carta-aberta endereçada ao presidente Lula pedindo ajuda para que o neto seja ouvido pela Justiça brasileira antes de seer devolvido à guarda do pai americano.

Na carta, Silvana Bianchi se mostra inconformada por estar sendo chamada de “sequestradora” por uma “campanha internacional de nível inacreditável”.

“Nossa formação valoriza o papel de mãe”, diz ela, “e na ausência da mãe a criação incumbe à avó”.  Assim Silvna Bianchi tenta justificar sua teimosia em permanecer com o garoto, a despeito das convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, aquiescendo que “É natural que estrangeiros, com formação diferente, não entendam esses sentimentos tão autenticamente brasileiros”.

Dizendo-se “agoniada”, ela diz a Lula esperar que  “a Justiça deste país aplique as leis com a indispensável dose de humanidade”.

Embora este blog considere uma autêntica crueldade o que a família brasileira está fazendo com essa criança, publicamos abaixo a íntegra da carta da avó para que você mesmo possa formar seu juízo de valor.

CARTA ABERTA AO  PRESIDENTE  LULA

Exmo. Sr.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Presidência da República

Brasília – DF

Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2009.

Prezado Presidente Lula,

Meu nome é Silvana Bianchi, sou brasileira, tenho 60 anos de idade e trabalhei toda minha vida. Junto com meu marido Raimundo Carneiro Ribeiro criei meus dois filhos ensinando-os a, acima de tudo, amar este país.

Minha filha, Bruna, faleceu de forma trágica no parto de minha neta Chiara. Hoje tenho como maior objetivo da minha vida dar toda atenção e carinho aos meus netos, filhos da Bruna. Um desses netos, Sean, também brasileiro nato, tornou-se alvo de uma campanha internacional de níveis inacreditáveis. Autoridades americanas dão declarações públicas chamando de “sequestradora” uma avó, que na ausência da filha, apenas quer criar seus netos.

Nossa formação valoriza papel da mãe. Na ausência da mãe, a criação incumbe a avó. Assim é em todo o Brasil, de norte a sul, independentemente de raça, cor, religião ou classe social. É natural que estrangeiros, com formação diferente, não entendam esses sentimentos tão autenticamente brasileiros.

Estou ameaçada de perder meu neto Sean por conta de uma pressão internacional que não leva em consideração o interesse de uma criança de 9 anos que deseja ardentemente permanecer no meio daqueles que lhe deram conforto na morte da mãe. As decisões judiciais, que foram tomadas determinando a entrega de Sean em 48 horas ao Consulado americano não levaram em consideração a vontade expressa do meu neto de permanecer no Brasil. Alegaram que a Convenção de Haia determina a entrega imediata. Não sou advogada, mas o que sei é que a Convenção estabelece como prioridade máxima o interesse da criança. E a criança não foi ouvida.

Senhor Presidente, isto não é um desabafo de uma avó agoniada. É o clamor de uma brasileira que luta com todas as forças, que ainda lhe restam, para que a Justiça deste país aplique as leis com a indispensável dose de humanidade.

Tentar tirar uma criança de 9 anos do convívio da família com a qual vive há 5 anos ininterruptamente, e especialmente de perto de sua irmã, Chiara, de 1 ano e 3 meses, que tem em Sean seu grande amparo, justamente na véspera do Natal, representa uma desumanidade. Jesus veio ao mundo para salvar os homens. Que Deus proteja aqueles que acreditam no princípio maior da cristandade, a preservação da família.

Peço respeitosamente a V. Exa. que seja-nos concedida a oportunidade de lhe apresentar, em audiência, nossa família e lhe entregar pessoalmente as manifestações escritas por Sean dirigidas a V. Exa.

Desejando a V. Exa., sua esposa e toda a sua família um Natal de reunião feliz, aguardo sua manifestação.

Com respeito,

Silvana Bianchi

 


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