“Aproveite. Daqui a pouco vamos ter de trocar os carros. Político em campanha não pode andar de BMW”. A frase acima foi pronunciada por...

“Aproveite. Daqui a pouco vamos ter de trocar os carros. Político em campanha não pode andar de BMW”.

A frase acima foi pronunciada por um dos filhos do senador Gim Argello tentando impressionar  uma amiga de balada. “Quando chegar a campanha nós vamos ter que andar de Fiat Uno por um tempo”, disse o rapaz, gabando-se do fato de que a família tem mais patrimônio do que poderia aparecer publicamente.

Nos interstícios das campanhas, no entanto, a ostentação é a norma. A família Argello, novos ricos que prosperaram rapidamente à sombra do Poder, tem todos os vícios dos que se lambuzam quando comem o “melado” pela primeira vez.

A ascenção meteótica de Gim no mundo da política já foi tratada várias vezes por este blog (leia artigos anteriores aqui). E só encontra correspondência na evolução de seu patrimônio — o oculto e o aparente.

Chama a atenção a desenvolvutra do senador — na verdade suplente de Joaquim Roriz, que renunciou para não ser cassado — nos meios em que transita.

Ele chegou ao Senado acuado por uma série de denúncias. Em sua posse, passou pelo constrangimento de ver o senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, cobrar explicações que até hoje não foram dadas.

Virgílio cobrou dele que justificasse a acusação gravada por um grileiro de Brasília de que Argello cobrara 300 lotes de propina para regularizar um condomínio de luxo; cinco processos por prática de crime contra a ordem tributária; desvio de R$ 1,7 milhão na contratação irregular de empresas de informática pela Câmara Distrital; a contratação, por R$ 10 milhões, da SMP&B, da empresa do lobista Marcos Valério, para a mesma Câmara; e também a “corretagem” na venda de um terreno que era patrimônio do Distrito Federal.

Gim prometeu subir à tribuna no futuro para dar todos os esclarecimentos. Mas ao contrário, submergiu para se transformar num dos principais articuladores políticos do governo Lula, amigo de Dilma Roussef, destinatário de indicações de peso como a de seu ex-chefe de gabinete para uma diretoria da poderosa ANTT, que passou a rever todas as concessões do transporte interestadual de passageiros.

A revista Isto É desta semana traz uma nova revelação. Agora Gim Argello tem mais motios para se gabar do que as BMWs que cabem na garagem  de sua mansão . Segundo a revista, ele agora se gaba de ser o homem de um bilhão de Reais.

Reproduzo a reportagem no próximo post. Antes disso, chamo a atenção para algo que Gim Argello parece ter esquecido. Ele é réu no mesmo processo que poderia cassar o registro de candidatura de Joaquim Roriz.  Nos autos desse processo, que está praticamente pronto para ir a julgamento, fica comprovada a ação deliberada da dupla Roriz-Gim de mudar o telefone de atendimento público de uma estatal para 151, o número de sua chapa.

No TSE, o juiz responsável pelo caso é o mesmo que, no STJ, desbaratou a quadrilha comandada por José Roberto Arruda. Portanto, não se espere complacência com indícios que podem pôr fim a essa desenvoltura soberba do solerte Gim Argello.

Não deixe de ler a reportagem de Isto É, que posto a seguir.

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