Posto este artigo do saguão de embarque do Aeroporto de Belém. Estou desde ontem á noite a caminho do Suriname para cobrir, para a...

Posto este artigo do saguão de embarque do Aeroporto de Belém. Estou desde ontem á noite a caminho do Suriname para cobrir, para a Rede Bandeirantes, o rescaldo do massacre de Albina.

É uma viagem muito curta. A partir daqui, são duas horas e meia e vôo até a capital, Paramaribo. E de lá em diante, mais cento e cinquenta quilômetros até a pequena cidade de Albina.

Nunca estive no Suriname, o último país latinoamericano que me falta con hecer. Sei que é um dos rincões mais miseráveis do planeta, com uma população de pouco menos de 500 mil habitantes. Éntre eles, pode haver cerca de 50 mil brasileiros — o que á apenas uma estiamtiva, não um dado oficial.

Encontrei aqui no aweroporto de Belém um grupo de brasileiros que está se dirigindo a Paramaribo no mesmo vôo que a minha equipe. Um dos homens, sem dizer o que faz, conhece bastante o garimpo e os estigmas que pairam sobre os brasileiros que tentam sobreviver nas lavras.

Ele conta que Albina é apenas um acampamento, e que os garimpeiros que lá se encontram trabalham do outro lado do rio que demarca a fronteira com a Guiana.

Ele os descreve como párias e miseráveis que se submetem a todo tipo de humilhação imposta pelos donos das lavras. Em pior situação social estão as mulheres que sempre chegam depois dos garimpeiros. São, em sua maioria, prostitutas que se deslocam entre um e outro garimpo oferecendo seus serviços em troca de pepitas.

A moeda oficial é o dólar suinamês. Um dólar americano vale 2,75 dólares surinameses. Mas nos garimpos a moeda oficial é o grama de ouro, que vale US$ 30.

Só para você ter uma idéia de como os garimpeiros são explorados, uma Coca Cola custa 0,1 grama — cerca de US$ 3.

As prostitutas têm preços mais ou menos “tabelados”. Cobram três por ” uma simplesinha” — US$ 90, ou cerca de R$ 170 –, ou 15 grams para dormir com o garimpeiro solitário. Isso significa US$ 450, miochê que levaria as meninas do Café Photo ao delírio.

Está na hora de embarcar. Assim que chegar ao Suriname escrevo mais.  

 

 

 

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *