Vera Rosa A Esplanada dos Ministérios e o Centro Cultural Banco do Brasil – sede provisória do governo enquanto o Palácio do Planalto é...
Vera Rosa
A Esplanada dos Ministérios e o Centro Cultural Banco do Brasil – sede provisória do governo enquanto o Palácio do Planalto é reformado – estão literalmente às moscas neste início de ano eleitoral. Dos 37 ministros que compõem a equipe, 23 tiraram férias. A maioria do time retorna ao batente na próxima segunda-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que descansa na Base Naval de Aratu, em Salvador (BA).
Pré-candidata do PT à sucessão de Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltará ao trabalho amanhã, quando o presidente deve seguir para o Guarujá. O PT já preparou intensa agenda de contatos políticos para ela até 18 de fevereiro, data de abertura do 4º Congresso Nacional do partido, que homologará sua candidatura ao Planalto e aprovará as diretrizes do programa de governo.
O roteiro montado pela cúpula do PT para Dilma prevê reuniões com dirigentes petistas e políticos da base aliada nos fins de semana. Será uma espécie de “preparação” para o megaencontro do PT, em fevereiro, quando o partido também completa 30 anos. Na prática, fevereiro será o mês em que o governo e o PT vão aproveitar todas as ocasiões para tentar impulsionar a campanha de Dilma.
A estratégia da superexposição, porém, não é consenso entre os apoiadores da ministra. Em conversas informais, integrantes do PMDB e até marqueteiros que já analisaram o cenário eleitoral com auxiliares de Lula avaliam que Dilma deve se resguardar um pouco.
Publicitários amigos do governo observam que é preciso cautela para a rejeição não subir mais do que a popularidade numa fase em que a chefe da Casa Civil ainda não é conhecida pela maioria do eleitorado.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa – nome que voltou a ser cotado para vice na chapa de Dilma – , também está de férias. Representante do segundo maior colégio eleitoral do País, Costa quer concorrer ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, mas a dobradinha com Dilma pode ser uma solução para matar dois coelhos com uma só cajadada.
Em primeiro lugar, tiraria Costa do páreo para o governo mineiro, abrindo a vaga no Estado para um candidato do PT – o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, ou o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Além disso, agradaria aos que não querem ver o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como vice de Dilma.
Lula chegou a dizer que o PMDB deveria apresentar uma “lista tríplice” para a chefe da Casa Civil escolher quem fará composição com ela, sob o argumento de que uma parceira assim é “que nem casamento”. Dias depois, no entanto, tentou conter o mal-estar provocado nas fileiras do PMDB e encheu Temer de elogios.
SAÍDA
As férias dos ministros coincidem com o recesso da Câmara e do Senado, que só retomam as atividades em 2 de fevereiro. Quando voltarem ao trabalho, porém, muitos integrantes do primeiro escalão do governo nem vão esquentar a cadeira.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, por exemplo, deve abrir a temporada dos que vão deixar o cargo para disputar as eleições. Se o presidente não mudar de ideia, Tarso sairá da Esplanada em fevereiro para fazer campanha ao governo do Rio Grande do Sul pelo PT.
No mínimo outros 12 ministros também entrarão na corrida eleitoral de outubro, mas Lula pediu a eles que permaneçam na equipe até o prazo máximo estabelecido pela lei, que é 3 de abril. De quebra, o presidente ainda tenta convencer alguns, como os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), e do Esporte, Orlando Silva (PC do B), a desistirem das respectivas candidaturas a deputado federal para ajudar Dilma.
Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão
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