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Manchete: Dívida cai e campo ensaia novo ciclo de investimento

Cinco anos após uma das mais graves crises de renda, o setor rural está preparado para entrar em um novo ciclo de investimentos. O endividamento está em baixa, os fluxos projetados para a quitação dos débitos no médio prazo são cadentes e a fatia das receitas reservadas para pagar dívidas encolheu.

O avanço, que deve prosseguir, reflete a melhora estrutural operada pelo governo em sucessivas renegociações de dívida, além da ajuda significativa da rentabilidade em alta nos últimos dois anos. A retomada não deverá, porém, ser uniforme. Produtores rurais de alguns Estados e de culturas específicas devem viver mais um ou dois anos até a reabilitação.

Segundo cálculos da consultoria Agroconsult, a herança das crises climáticas e de renda de 2004 e 2005 foi uma dívida calculada em R$ 16,8 bilhões em 2007, correspondente ao total das parcelas anuais dos débitos com programas de investimento, financiamentos de custeio e fundos constitucionais, além de passivos com fornecedores privados e com o Tesouro.

A projeção para este ano indica que o endividamento do setor recuou nada menos que R$ 7,4 bilhões, para R$ 9,4 bilhões. (págs. 1 e B8)

No varejo, venda supera expectativas

Ajudadas pelo bom momento do mercado de trabalho e pela ampla oferta de crédito, as vendas no varejo estão superando as expectativas do setor. Em janeiro e fevereiro, a expansão ultrapassou os dois dígitos em relação ao mesmo período de 2009 – base de comparação mais fraca.

O desempenho levou empresas a aumentar as encomendas junto à indústria para o trimestre. Na Lojas Cem, o começo do ano tem sido “excepcional”, diz o supervisor-geral, José Domingos Alves. Em janeiro, as vendas cresceram 27% em relação a janeiro de 2009, com destaque para as vendas de televisores LCD. A Fnac vendeu muito em janeiro: suas receitas cresceram 25%. No Nordeste, a rede Eletroshopping registrou um avanço de 15,5% em janeiro e de 14% em fevereiro. (págs. 1 e A3)

PT tenta evitar uma surra em SP

O PT já dá como certa a derrota da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Estado de São Paulo. Das cinco eleições em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, apenas em 2002 ganhou no Estado. A disputa entre os dois principais partidos na sucessão presidencial é pela cifra da derrota no maior colégio eleitoral do país, que soma 29,5 milhões de votos (23% do total).

O objetivo do PT é deixar a ministra, no máximo, a três milhões de votos do candidato tucano. No PSDB, a conta para dar ao governador José Serra a vantagem necessária para neutralizar a previsível dianteira petista no Norte e Nordeste varia de 4 milhões a 6 milhões de votos. Em 2006, Lula perdeu por 3,8 milhões para Geraldo Alckmin no Estado. (págs. 1 e A5)

Desastre da mineração atinge MG

Minas Gerais começa a contabilizar o tamanho do desastre na economia local provocado pela crise de 2009. Embora tenham começado a se recuperar em agosto, os setores mineral e metalúrgico foram os maiores responsáveis pela queda. Dados compilados pela Fundação João Pinheiro mostram que a produção física de extração mineral caiu 25% no ano passado. A de produtos metálicos recuou 32%. No setor de máquinas e equipamentos, a queda foi de 29,9%. Na metalurgia básica, de 26,32%. (págs. 1 e B5)

Laboratórios investem R$ 3 bilhões

Os investimentos das empresas farmacêuticas no Brasil podem superar R$ 3 bilhões este ano. Essa é a previsão feita a partir da consulta a 15 das principais companhias brasileiras e internacionais e a consultores do setor. Os recursos deverão ser aplicados na compra de empresas e expansão da capacidade de produção das fábricas instaladas no país, além de pesquisas e desenvolvimento de novos produtos.

Além da estabilidade econômica, o maior acesso da população a medicamentos e às políticas do governo na área de saúde são os principais incentivos que justificam investimentos. “Até há pouco tempo os laboratórios nacionais viviam de medicamentos similares e não investiam em patentes. Essa situação está mudando”, afirmou Nilton Paletta, presidente da consultoria IMS Health.

Com a estagnação dos mercados “maduros”, a atenção volta-se para os países emergentes. O segmento de medicamentos genéricos. (Pág 1 e B1)

Concessões paradas

Impasse entre o Tribunal de Contas da União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres paralisa concessão de trechos das rodovias BR-040, BR-116 e BR-381 à iniciativa privada. (págs. 1 e A2)

Chávez atrai múltis do petróleo

A Venezuela assinou acordos com empresas petrolíferas estrangeiras para exploração da faixa do Orinoco que requerem investimentos de até US$ 80 bilhões. (págs. 1 e A9)

Compasso de espera

Depois de atravessar um “ano de sobrevivência” em 2009, o setor de máquinas e equipamentos para a indústria de papel e celulose só espera a retomada em 2011, diz Castro Neto, da Voith Paper. (págs. 1 e B5)

Exposição ao Brasil

O Banco Europeu de Investimentos (BEI) aprovou financiamento de € 500 milhões para o BNDES e examinará no dia 26 um crédito de € 200 milhões à Comgás. (págs. 1 e C3)

Investimentos em alta

Pesquisa da Deloitte mostra que fundos de private equity esperam aumento de negócios na América Latina em 2010. Mas a concorrência deve tornar as aquisições mais caras. (págs. 1 e C8)

Expectativas otimistas

Primeiros balanços do fim de 2009 consolidam cenário de recuperação e apontam para resultados ainda melhores neste ano, especialmente nos setores voltados ao mercado interno. (págs. 1 e D2)

Pico de consumo deve levar país a importar 1,5 bilhão de latas para bebidas, diz Castro (págs. 1 e B4)

Ideias: Armínio Fraga

A Grécia precisa de apoio externo e de reestruturação dos títulos de sua dívida. (págs. 1 e A11)

Ideias: Luiz Carlos Mendonça de Barros

Contas públicas dos países ricos trazem os mesmos riscos da Grécia. (págs. 1 e A11)

Ideias: Cristiano Romero

Bom desempenho econômico recente não mascara deficiências em várias áreas. (págs. 1 e A2)

Ideias: Raquel Ulhôa

Aliado do presidente, PSB tem projeto próprio e não quer se manter como um satélite do PT. (págs. 1 e A8)

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