Manchete: Países em crise na Europa devem a bancos US$ 3,4 tri Os bancos internacionais têm uma exposição gigantesca de US$ 3,4 trilhões ao...

Manchete: Países em crise na Europa devem a bancos US$ 3,4 tri

Os bancos internacionais têm uma exposição gigantesca de US$ 3,4 trilhões ao grupo de países europeus com maior vulnerabilidade fiscal e que ameaçam a zona do euro – Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, os chamados Piigs, na sigla em inglês. A cifra inclui bônus dos governos, dívidas de empresas e até empréstimos pessoais. Os dados do Banco Internacional de Compensações (BIS) indicam que, embora as atenções dos investidores estejam focadas na Grécia e em Portugal, a exposição da banca é muito maior na Itália, Irlanda e Espanha.

O risco de calote provoca especulações de qual seria a perda potencial dos bancos envolvidos nesses países. Dados consolidados obtidos pelo Valor mostram que a banca internacional tem exposição de US$ 298 bilhões na Grécia, a maior parte de instituições alemãs. Na Itália, ela chega a US$ 1,196 trilhão; na Espanha, a US$ 944 bilhões e na Irlanda, a US$ 710 bilhões. Por sua vez, a exposição dos bancos em Portugal é de US$ 252 bilhões, a menor do grupo. (págs. 1, C1 e EU&Fim de semana)

Foto-legenda: Tijolo por tijolo

A força “excepcional” da demanda interna pode levar o Brasil a um crescimento de 7% neste ano, acredita o economista Jim O’Neill, do Goldman Sachs, criador do conceito do Bric. (págs. 1 e A2)

FMI agora elogia controle de capitais

Economistas do Fundo Monetário Internacional reverteram a antiga oposição da entidade aos controles de capital e sugeriram que os países usem impostos e regulamentação para moderar a vasta movimentação de recursos da atualidade, para que não motivem o surgimento de bolhas e outras calamidades financeiras. O Fundo declarou que mercados emergentes com controles tiveram melhor desempenho durante a crise mundial.

A recomendação é a demonstração mais importante de apoio do Fundo às iniciativas de controle de capitais e também uma reversão dos conselhos que dava aos países em desenvolvimento apenas três anos atrás. O FMI sempre defendeu o fluxo livre de capitais como condição para o livre comércio e para que esses paises prosperassem. (págs. 1 e C1)

AB InBev, eficiente e mal-amada pelos belgas

Da estação de trem no centro de Leuven, na Bélgica, pode-se ver as nuvens de fumaça de uma das mais modernas e eficientes fábricas da AB InBev, maior companhia de cerveja do mundo, indicando que a produção está a todo vapor. Dentro da fábrica, a tensão continua viva. Persiste uma dura confrontação entre a empresa dirigida por brasileiros e os funcionários belgas, numa mistura de choque cultural e processo de reestruturação.

Durante duas semanas, em janeiro, os trabalhadores bloquearam as entradas às fábricas em Leuven, Liège e Hoegaarden, exigindo o abandono de um plano para cortar 10% dos 8 mil empregados da AB InBev na Europa Ocidental. Paralisaram a produção inclusive da Stella Artois, marca que rende mais de US$ 3 bilhões anuais em vendas. Os sindicatos mobilizaram políticos e abriram sites de boicote na internet. No 15º dia, a empresa retirou seu plano de demissões. (págs. 1 e B4)

Quase 17 mil empresas no Brasil já importam da China

Em apenas quatro anos, o número de empresas brasileiras que compram produtos chineses cresceu 135%. No ano passado, 16,8 mil companhias instaladas no país importaram artigos da China, sejam bens de consumo, insumos ou máquinas. Isso significa que cinco em cada dez importadores brasileiros compraram produtos do país asiático em 2009. Junto com a pulverização, cresceu o número de grandes importadores – em 2005, só 12 empresas compravam mais de US$ 50 milhões dos chineses, número que passou para 41 em 2009.

O perfil de quem mais importa da China também traz novidades. A maioria continua sendo empresas de tecnologia, mas as varejistas começam a despontar como grandes clientes. (págs. 1 e A5)

SP rebate estudo sobre política fiscal

A Secretaria da Fazenda de São Paulo rebateu estudo do Banco Santander sobre a evolução das contas públicas paulistas, entre 2006 e 2009, que aponta trajetória semelhante à da política fiscal da União, com o aumento dos gastos correntes respondendo pela maior parte da expansão das despesas não financeiras. A Fazenda contesta a conclusão do banco de que a “fria realidade dos números” não mostraria um regime fiscal diferenciado em São Paulo e, com isso, não confirmaria a avaliação de que o governador José Serra (PSDB) seria mais duro na questão fiscal do que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Segundo a Secretaria, a soma dos investimentos com inversões financeiras respondeu por 93,3% do aumento das despesas primárias no período. Na União, esse percentual seria de 35,8%. (págs. 1 e A11)

Polo financeiro exige liberalização do câmbio

O projeto Omega, que pretende transformar São Paulo em centro financeiro internacional, prevê a criação de um mercado de moedas no país, a liberalização do câmbio e a internacionalização do real. O plano, que vem sendo elaborado pelo setor privado, seria implementado em cinco etapas, todas dependentes de decisões do governo. Técnicos do Banco Central estudam as propostas, que ainda não chegaram formalmente à diretoria.

As entidades que lideram o projeto – BM&FBovespa, Febraban e Anbima – avaliam que, sem as mudanças propostas, o plano de criar um polo regional financeiro no Brasil, com aspirações globais, não funcionaria ou ficaria muito aquém do pretendido. Entre as sugestões em estudo está a possibilidade de que bancos estrangeiros abram contas exclusivas em instituições brasileiras autorizadas a operar com câmbio. (págs. 1 e C8)

Empregos em alta

Em janeiro, a economia brasileira acrescentou 181,4 mil pessoas à força de trabalho formal do país, o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1992. Nos últimos 12 meses, foram preenchidas 1,2 milhão de vagas. (págs. 1 e A4)

Nova chance

Empresas privadas, companhias estatais e governos estaduais ampliam acordos para oferecer oportunidades de trabalho a presidiários e ex-detentos. (págs. 1 e A16)

Voos mais populares

O preço médio das passagens aéreas em voos domésticos no ano passado, de R$ 321,28, foi o mais baixo em oito anos, segundo a Anac. No período, a queda foi de 25,5%, descontada a inflação. (págs. 1 e B6)

Importados perdem incentivo

Governo altera a MP nº 472 e revoga isenção tributária a equipamentos, com similar nacional, destinados a projetos de refino de petróleo, petroquímicos e produção de fertilizantes a partir de gás natural. (págs. 1 e B8)

Cartões inauguram nova fase

Avanços tecnológicos e novas regras trarão maior concorrência à indústria de cartões no país, com expectativa de redução das taxas cobradas aos lojistas e melhores serviços para os usuários, diz Caffarelli, da Abecs. (pág. 1)

Pressão no açúcar

Brasil, Austrália e Tailândia acusam a União Europeia de derrubar os preços do açúcar – que caíram 10,3% desde 20 de janeiro – com o anúncio da exportação adicional de 500 mil toneladas do produto. (págs. 1 e B11)

Salmão mais caro

Afetada pelo vírus da Anemia Infecciosa do Salmão (AIS), a produção do pescado no Chile, segundo maior produtor mundial, atrás da Noruega, diminuiu 75% nos últimos dois anos. (págs. 1 e Bl2)

FAO sugere taxar pecuária

Estudo da FAO prevê que a produção mundial de carnes deve dobrar até 2050 e recomenda a taxação da atividade para reduzir os prejuízos causados ao ambiente. (págs. 1 e B12)

Porto seguro

Instabilidade da bolsa leva investidores a optar por fundos mais conservadores. Carteiras de curto prazo, DI e renda fixa já captaram R$ 19,4 bilhões no ano, até dia 11. (págs. 1 e D2)

Ideias

Claudia Safatle: BC caminha para incorporar a preocupação ambiental nas normas da política de crédito. (págs. 1 e A2)

Ideias:

Maria C. Fernandes: PT tenta comprar seu passe em um governo Dilma. (págs. 1 e A6)

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