Esta será uma noite insone para muitos ladrões que povoam o Poder Judiciário. Em decisão unânime, os 14 conselheiros do CNJ decidiram fazer um...

Esta será uma noite insone para muitos ladrões que povoam o Poder Judiciário. Em decisão unânime, os 14 conselheiros do CNJ decidiram fazer um limpa na Justiça do Mato Grosso e aposentaram compulsoriamente 3 desembargadores e 7 juízes. “Há muito tempo uma quadrilha se abriga nos tribunais de Mato Grosso”, disse um dos conselheiros ao proferir seu voto.

Entre os magistrados aposentados estão o presidente do Tribunal de Justiça, Mariano Travassos, e o ex-presidente José Ferreira Leite. As irregularidades que determinaram o expurgo tiveram início na gestão deste último, quando recursos do TJ/MT foram usados para tapar o rombo de uma cooperativa de crédito criada pela Loja Maçônica Grande Oriente de Mato Grosso.

Além de presidir o TJ em 2004, Pimentel era o grão-metre da ordem maçônica. Foi dele a decisão de criar a cooperativa. A partir da associação com uma instituição que já existia, a SICOOB Pantanal, o então desembargador Pimentel estimulou os maçons de sua Loja a levarem para lá todas as suas economias.

Meses depois, o desfalque de um gerente acabou determinando a internveção do Banco Central e a falência da cooperativa maçônica. José Pimentel prometeu que iria resgatar o dinheiro investido pelos maçons e o fez com dinheiro do TJ. Ele passou a oferecer a juíze e desembargadores vinculados direta ou indiretamente à maçonaria a liberação de bonificações e correção momentária sobre créditos a que supostamente os magistrados teriam direito.

A liberação dos recursos, que eram depositados na conta da loja maçônica, aconteceu dias depois da bancarrota da instituição de crédito. Não havia nenhum critério objetivo para os pagamentos. Os valores também eram arbitrados conforme as necessidades do grupo. Entre outras irregularidades constatadas por uma empresa de auditoria está o registro de correção monetária aplicado em dobro.

Ao mesmo tempo em que os juízes e desembargadores maçons tinha franco acesso aos cofres do TJ, outros magistrados, que enfrentavam problemas financeiros, eram obrigados a descontar cartas de crédito emitidas pela Secretaria de Fazenda no mercado com deságios médios de 40% do valor de face.

Há outras irregularidades atribuídas ao mesmo grupo ainda em fase de instrução processual. Entre elas, a construção da sede da Loja Maç6onica Grande Oriente de Mato Grosso, que aconteceu simultaneamente à construção do novo forum de Cuiabá. Há suspeitas bem fundamentadas de que a obra dos maçons tenha sido tocada com recursos desviados da construção do forum.

Na semana que vem o CNJ deve ampliar a faxina na Justiça matogrossense. Será julgado o caso que envolve o desembargador José Jurandir de Lima. ele conseguiu que os filhos José Jurandir de Lima Jr. e Tássia Fabiana Barbosa de Lima fossem contratados pela Assembléia estadual de Mato Grosso para ocupar cargos de confiança.

Os atos de nomeação fora assinados pelo então presidente da Casa, José Geraldo Riva. Riva, por sua vez, responde a centenas de processos no TJ e foi beneficiado por decisões do desembargador José Jurandir de Lima. Por esta razão o Ministério Público arguiu a suspeição do magistrado.

Outro desembargador que se encontra em situação delicada é Evandro Stábile, também autor de várias decisões em favor do deputado José Geraldo Riva. A filha dele e sua namorada igualmente foram nomeadas por Riva para cargos de confiança na Assembléia Legislativa.

Os corruptos, vendedores de sentença e aproveitadores de beca de todo o País têm mesmo razões de sobra pra perder o sono.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *