O plenário do Senado aprovou finalmente a chamada PEC dos Vereadores. Vencida esta etapa, a Câmara dos Deputados agora tem que aprovar as modificações...

O plenário do Senado aprovou finalmente a chamada PEC dos Vereadores. Vencida esta etapa, a Câmara dos Deputados agora tem que aprovar as modificações introduzidas no texto e mandar para a promulgação a PEC da Boquinha. Isso não resolve de todo o pleito dos vereadores sem voto. A justiça eleitoral e o Supremo certamente vão barrar o casuísmo, que visa dar posse a 7.343 candidatos que não conseguiram se eleger e pretendem entrar na vida política pela porta dos fundos.

Ou seja: ganharam, mas não vão levar. E é bom que seja assim. Os senadores aprovaram o texto com algum — apenas algum — constrangimento. Aloizio Mercadante e Artur Virgílio foram explícitos: não acreditam que os atuais suplentes vão chegar à vereança porque têm o crivo judicial para superar. Imunes às pressãos do lobby dos suplentes, os juízes já anteciparam que a regra pode até valer, mas apenas para quem for eleito no próximo pleito.

Mercadante lembra, inclusive, que as próprias câmaras municipais terão que votar leis alterando sua própria constituição. “Não há espaço físico. Vão ter que fazer reformas”, diz o líder do PT. Além disso, os vereadores eleitos têm verdadeiro pavor desses suplentes, com quem vão ter que dividir orçamentos estrnagulados pela crise e ainda mais apertados pela PEC 47, que corta até 4% do orçamento dos legislativos municipais.

Vou sentir saudade do Aroldo Pinto de Azeredo. Não concordo em nada com ele. Mas ele se mostrou um guerreiro e resistiu bravamente a oito dias de greve de fome. Se os demais conquistaram a boquinha, devem isso a Aroldo, o mais aguerrido dos suplentes. A greve termina hoje — com sopa e suco de laranja. Daqui a pouco a Fernanda vai dar detalhes do fim do jejum.

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