O pai do menino Sean Goldman, David Goldman, deverá permanecer no Brasil durante o processo de adaptação da criança a ele. A informação é...

O pai do menino Sean Goldman, David Goldman, deverá permanecer no Brasil durante o processo de adaptação da criança a ele. A informação é da Agência Estado. A decisão, é bem diferente da última exarada pela Décima-sexta Vara de justiça Federal do Rio de Janeiro, que estabelecia um prazo de 48 horas para que o garoto fosse entregue ao Consulado dos Estados Unidos. O advogado do padrasto, Sérgio Bermudes, informou que vai recorrer da decisão do juiz Rafael Pereira Pinto, mesmo entendendo que a forma encontrada pelo magistrados atende aos anseios da família.

Sean mora com os avós maternos no Rio. A criança deverá permencer ininterruptamente com o pai, desde que ele esteja no Brasil, e poderá passar o fim-de-semana com os avós e com o padrasto, Luis Paulo Lins e Silva. Mas David Goldman, que há cinco anos foi privado do convívio com o filho, informou que não tem residência fixa no Brasil nem condição financeira de oferecer ao garoto padrão de vida semelhante ao da família brasileira.

O caso ainda pode se arrastar indefinidamente. Sérgio Bermudes impetrou uma ação cautelar que pode anular a última decisão. O ônus da protelação recai integralmente sobre a crainça, vítima de uma absurda guerra jurídica que já provocou, segundo especialistas, um quadro clássico e extremo de alienação parental. A rejeição do meino ao pai ficou nítida na entrevista conduzida conduzida por uma psicóloga contratada por Lins e Silva sobre a qual eu discorri aqui e pode ser lida na íntegra aqui.

Em meio a tantas idas e vindas do caso, que já se arrasta por cinco anos, fica claro que ninguém — nem o juiz — está preocupado com o bem-estar desse garoto, transformado em insumo do ódio que os parentes brasileiros nutrem pelo pai americano, potencializado pelo imenso arsenal de chicanas jurídicas à disposição do Lins e Silva, tradicionais advogados de família.

 

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