Na entrevista coletiva concedida agora há pouco o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) assegurou que não vai haver perseguição contra o chefe do...

Na entrevista coletiva concedida agora há pouco o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) assegurou que não vai haver perseguição contra o chefe do serviços de publicação Franklin albuquerque Paes Landim. Ele afirmou que servidores que queiram colaborar com as investigações dos escândalos serão preservados porque “estão prestando um serviço ao país”.

Franklin Paes Landin disse ao jornal Folha de São Paulo, na edição deste sexta-feira, que os atos secretos foram editados por ordem direta do ex-diretor-geral Agaciel Maia e de seu adjunto, João Carlos Zoghbi. Isso contraria a tese que vinha sendo defendida até agora pelo próprio Sarney de que houve “erros administrativos” na edição dos 623 atos secretos.

Se a garantia for cumprida, inverte-se o sistema de forças responsável pelo acumpliciamento compulsório de servidores obrigados à prática de irregularidades pelo comando da Casa. O último episódio dado a conhecimento público, um ano e meio atrás, culminou com a demissão do secretário-geral adjunto Marcos Santi. Na época, ele denunciou que pediu demissão porque procuradores do Senado estavam sendo forçados a produzir um parecer para ajudar a inocentar Renan Calheiros no caso Mônica Velloso.

Leia, abaixo, trecho da reportagem da Folha Online com a entrevista de Franklin Paes Landim. A íntegra por ser acessada aqui.

 

As ordens para manter atos administrativos secretos no Senado vinham diretamente do ex-diretor-geral Agaciel Maia e do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. A afirmação feita pelo chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim, é revelada em reportagem de Andreza MataisAdriano Ceolin, publicada nesta sexta-feira pela Folha(íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O testemunho contradiz a versão de Agaciel e do presidente do Senado, José Sarney, de que a existência dos atos secretos se trata de “erro técnico”. A descoberta dos atos secretos –medida usada para criar cargos ou aumentar salários sem conhecimento público– foi o estopim da mais recente crise na Casa. Entre 1995 e 2009, o Senado editou 623 atos secretos.

Landim contou que recebia pelo telefone as ordens de Agaciel. Zoghbi, que despachava no mesmo andar, pedia pessoalmente. O chefe do serviço de publicação contou que guardava os atos secretos numa pasta e só os publicava quando recebia nova orientação dos diretores.

“Ele [Agaciel] mandava guardar. Dizia: ‘Esse você não vai [publicar]. Você aguarda’. Com esse aguarda, às vezes mandava publicar, às vezes não. Podia ser amanhã, podia ser depois.” Em alguns casos, disse, os atos ficaram guardados por ‘anos'”. Landim diz que não irá esconder a verdade porque apenas cumpriu ordens.

 

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