A sessão plenária não-deliberativa desta segunda-feira está dando o que falar no Senado. O discurso começou a ficar acalorado quando subiu ao púlpito o...

A sessão plenária não-deliberativa desta segunda-feira está dando o que falar no Senado.

O discurso começou a ficar acalorado quando subiu ao púlpito o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Ele afirmou fervorosamente que o ex-diretor geral da Casa, Agaciel Maia, mandava e desmandava em parlamentares.

Virgílio voltou a afirmar que Maia acumulava a “lógica do chantagista”, de juntar poderes. “Não gosto de oportunismo porque não sou oportunista e nem de covardia porque não sou covarde”, reiterou.

Segundo o senador, ele próprio foi ameaçado. Em uma primeira vez, Agaciel teria dito que divulgaria os gastos do parlamentar com o tratamento de Alzheimer a que a mãe dele se submeteu durante dez anos no Hospital Samaritano do Rio de Janeiro. “Espero que Agaciel não tenha feito isso como ato secreto”.

Em outras oportunidades, o ex-diretor do Senado teria afirmado que Virgílio lotou no gabinete o ex-professor de jiu-jitsu, ou mesmo que teria pedido ajuda para liberar um cartão de crédito em viagem feita em 2003 ao exterior. “Agaciel é um meliante. A democracia tem que prevalecer e o Agaciel tem que perecer”, ressaltou. “Doa a quem doer, haja o que houver, custe o que custar, isso tem que acabar”, gritou o senador ao citar o homem que ele chamou de “um dos maiores ladrões da história do Senado”.

No discurso, ele também citou casos de chantagem envolvendo senadores como Pedro Simon, Cristovam Buarque e Eduardo Suplicy. Este último ligou para Virgílio para informar que não tem nenhum medo de Agaciel.

Arthur Virgílio também exigiu agilidade na apuração de irregularidades e “atitudes firmes por parte do presidente José Sarney”. “Se o senhor conseguir o respeito público novamente, vai conseguir me ter de volta ao seu lado”, disse ao enfatizar que quem tem que sobreviver é o Senado Federal e não o político que já foi presidente da República.

 

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