Hosmany Ramos – o político que faltava Agora já não falta mais nada. O médico Hosmany Ramos, que iniciou a vida como cirurgião plástico...

Hosmany Ramos - cirurgião, criminoso, autor e candidato

Hosmany Ramos – o político que faltava

Agora já não falta mais nada. O médico Hosmany Ramos, que iniciou a vida como cirurgião plástico e vai terminando como foragido da justiça brasileira, é candidato a presidente da República. A campanha já está aberta na internet. Quem quiser conferir só precisa acessar o site www.hosmany.com. Lá há links para a comunidade dele no Orkut, para o blog Hosmany2010 etc. Também há instruções para doações e compra de gadgets eleitorais como camisetas e broches — aliás, caríssimos.

Os sites de Hosmany têm sido alimentados pelo filho dele. É provavelmente o autor da ideia da campanha. Soa estranho mas, considerando-se o status atual dos políticos brasileiros, parece até bem adequado.

A candidatura é emblemática, por menos séria que seja. Legalmente, ela é impossível. Diferentemente de alguns políticos com mandato, como o Deputado Sérgio Moraes, Hosmany está condenado — e muito condenado. Por crimes gravíssimos, como sequestro e assassinato. Está foragido em algum lugar do planeta, provavelmente fora do Brasil. Mas ostenta um passaporte brasileiro, emitido sabe-se lá em nome de quem.

Além disso, não cumpre outro imperativo legal, que é o ter um partido político. Seria “candidato avulso” — situação análoga à de Delúbio Soares, que também não tem partido e, portanto, não conseguirá disputar as próximas eleições.

A diferença entre ele e os demais postulantes ao um mandato com passado criminal é que Hosmany já demonstrou que tem alguma utilidade social. Dentro do presídio, ele operava colegas de infortúnio e escrevia livros. Os livros não são de má qualidade literária.

A vigésima obra está no prelo. Vai ser lançada em data ainda não determinada pela Geração Editorial. O livro está pronto e quem leu diz que realmente é bom. Denuncia o mundo da cartolagem com uma linguagem “cinematográfica”, que é como ele gosta de definir seu estilo. O sobrenome do personagem principal é Miranda, uma alusão clara a outro político, o ex-deputado Eurico Miranda.  Hosmany sabe de quem fala.

A editora, no entanto, enfrenta um problema interessante. Não se sabe ainda como será o lançamento. Por uma razão óbvia: na condição de foragido, Hosmany não poderá participar da noite de autógrafos. Planeja-se uma entrevista virtual ou algo semelhante para que o autor possa se assegurar de que seu paradeiro atual continue incógnito.

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