Ele está na condição involuntária de fantasma. Um fantasma que tenta, desesperadamente, reencarnar no Senado. Francisco Tadeu Gardesani Lus perambula pela Casa, assombrando os...

Ele está na condição involuntária de fantasma. Um fantasma que tenta, desesperadamente, reencarnar no Senado.

Francisco Tadeu Gardesani Lus perambula pela Casa, assombrando os que fazem de tudo para esconder atos ilícitos praticados no que deveria ser “a casa do povo”.

O funcionário público passou no concurso realizado pelo Senado em 1998 e é analista legislativo de comunicação social, contatos e eventos, um relações públicas. Bom, pelo menos era.

E isso porque, segundo denúncia dele mesmo, há dois meses, tenta trabalhar, mas simplesmente não consegue. O detalhe é que ele garante que recebe o salário integral para ficar em casa.

Indignado, Francisco Tadeu resolveu abrir a boca à imprensa nesta segunda-feira. Ele não aceita a hipótese de figurar entre a lista de fantasmas mal-assombrados.

De acordo com ele, a inquietação começou em 11 de maio deste ano, um dia depois do fim da licença médica a que teve direito.

Mas ao chegar para trabalhar, recebeu a informação de que não estava mais lotado no local onde, por mais de uma década, exerceu as funções.

Onze dias depois de muitas indefinições, o fantasminha não muito camarada recebeu uma proposta que poderia deixar diversos colegas que gostam de fugir de responsabilidades pra lá de felizes: sem lotação no “cemitério” do povo, ele poderia descansar em casa na absoluta paz, assinando o ponto até encontrar um local dentro do Senado para trabalhar.

A função comissionada, que renderia R$ 3 mil, foi suspensa, mas o acordo previa uma quebra de galho por parte da direção, fazendo, como relatou Francisco Tadeu, “uma nova FC (função comissionada) para que não perdesse esse cargo”.

As denúncias do servidor chegaram a ser enviadas ao diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, no último dia 26 de maio. Mas até agora, nada foi feito e Francisco tem dias e noites mal-assombrados. Ele destaca que a Casa possui bons e dedicados funcionários, mas reitera que parte da estrutura é corrupta. “Aqui tem funcionários muito sérios, mas há um grupo comandado por Agaciel Maia que ao longo desses anos distribuiu presentes feito Papai Noel”, gritou.

Ele afirma que, a partir de agora, vai passar a andar com coletes à prova de balas e a proteger a integridade da família porque “se minha vida correr risco é porque nesse grupo existem também pessoas que fazem esse tipo de serviço”.

Abaixo, você confere a íntegra do documento entregue ao Comitê de Imprensa do Senado.

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