Quatro meses depois da crise que atinge o Senado da República, as primeiras respostas. A mesa diretora da Casa decidiu exonerar hoje dois funcionários...

Quatro meses depois da crise que atinge o Senado da República, as primeiras respostas. A mesa diretora da Casa decidiu exonerar hoje dois funcionários que ocupavam cargos relacionados com fraudes e ilegalidades.

O anúncio foi feito pelo primeiro secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que retornou ao trabalho depois de uma cirurgia para redução do estômago. No lugar de Alexandre Gazineo, assume a diretoria geral o servidor Haroldo Tajra, que atuava na primeira secretaria e é ligado ao senador Efraim Morais (DEM-PB).

Já para o posto de Raplh Siqueira, na diretoria de Recursos Humanos, entra Doris Marise Peixoto. Ela foi chefe de gabinete da ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e presidiu a comissão que investiga os chamados “atos secretos”.

O funcionário Petrus Elesbão fica com a secretaria de estágios do Senado, antes ocupada por Sânzia Maia, mulher de Agaciel Maia, pivô de todos os escândalos denunciados nos últimos tempos.

Segundo Heráclito, os nomes foram sugeridos por ele próprio e passaram pela aprovação do presidente Sarney.”Essas pessoas escolhidas estão à altura de prestar ao Senado o que estamos procurando”, afirmou.  “Agora, a responsabilidade por erros e acertos que sejam feitos daqui para frente é minha”, garantiu.

Para Doris, as mudanças devem dar uma trégua à crise. “Tenho certeza de que esta é uma fase que vai passar. Tem momentos na vida em que ou a gente acredita e enfrenta, ou desiste”.

Os três ficam no cargo por 90 dias. Caso vingue a proposta que exige a sabatina de novos diretores e a aprovação dos nomes pelo plenário, podem até permanecer no cargo.

 

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