Dias atrás postei um artigo perguntando quem era Deise Zuqui, uma catarinense de 22 anos que figurava entre os 38 brasileiros inscritos no index...

Dias atrás postei um artigo perguntando quem era Deise Zuqui, uma catarinense de 22 anos que figurava entre os 38 brasileiros inscritos no index Dispersão Vermelha da Interpol. Tentei contato com ela por todos os meios em Curitiba, cidade onde está radicada. Hoje um advogado me ligou ameaçando com um processo caso eu não retirasse o post anterior do blog, o que obviamente não foi nem será feito. Expliquei a ele que jornalistas não se intimidam com ameaças do gênero e que não havia nenhuma informação ofensiva à cliente dele. O blog se limitava a perguntar quem era essa pessoa, tão jovem, que já integrava a relação de brasileiros foragidos da polícia internacional.

A conversa evoluiu para a possibilidade de uma entrevista. Estou realmente interessado na história. O advogado, cujo nome não cito aqui porque não me foi autorizado, assegurou que houve um erro. Não soube dizer de quem era o erro — se da Interpol ou eventualmente de alguém que tenha acusado injustamente. Mas também não elucidou como o nome da moça passou a integrar o index.

Tampouco soube informar se sua cliente havia, em algum momento, estado na República Dominicana, de onde partiu a ordem de captura. Mas acredito que pode ter mesmo havido algum equívoco, embora eu ainda não consiga imaginar onde se deu o erro que origininou um registro policial tão severo.

Estou preparando uma reportagem a respeito. Acho inacreditável que um inocente passe a ser caçado em todo o planeta por crimes que não cometeu.  Se a história for essa mesmo, se os mecanismos da Interpol permitem esse tipo de “erro”, seja lá por que motivo for, é gravíssimo.

A ficha de Deise Zuqui já não está mais no site de procurados da Interpol. Há apenas duas mulheres entre os quase 40 foragidos relacionados, uma delas no Dispersão Vermelha. É Cláudia Cristina Hoerig, que assassinou nos EUA o ex-marido Karl Hoerig, e hoje vive no interior do Rio de Janeiro, sobre quem já falei há algum tempo. A outra é Sueli Gorisch (e não Goerisch, como o nome consta nos processos ), ex-delegada federal que se encontra atualmente em Almersbach Im Tal, perto de Stutgart, na Alemanha. Sueli é acusada de desviar dinheiro que seria destinado à reforma da superintendência da PF em Boa vista, Roraima. A Interpol sabe onde ela está. Mas não pode fazer nada contra a brasileira porque, tendo ascendência alemã, não pode ser extraditada.

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