Não bastassem os escândalos dos “atos secretos”, Senado agora convive com mais uma descoberta: a de contas paralelas até então desconhecidas. De acordo com a...

Não bastassem os escândalos dos “atos secretos”, Senado agora convive com mais uma descoberta: a de contas paralelas até então desconhecidas.

De acordo com a Comissão de Fiscalização e Controle da Casa, um relatório feito pela Fundação Getúlio Vargas apontou a existência de duas outras contas bancárias, além da conta única do Tesouro Nacional, aberta para a movimentação de recursos de fundos vinculados ao órgão.

No levantamento, foram encontrados quase R$ 3,8 milhões, depositados na Caixa Econômica Federal (contas 500568 e 017005, ambas da agência 0005). Os nomes de quem abriu as contas e as movimentou ainda são desconhecidos.

Segundo o presidente da comissão, Renato Casagrande (PSB-SE), a prática é “matéria de legalidade extremamente duvidosa à luz dos preceitos constitucionais”. Ele evita falar sobre “contas secretas”, mas aponta possíveis irregularidades nas ações. “Essas contas paralelas não têm o mesmo tipo de prestação pública. Se você não tem uma prestação de contas como deveria ter, esse ponto de fragilidade pode gerar atos ilícitos”.

Casagrande solicitou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a abertura de uma sindicância interna para apurar o caso. Além disso, pediu o recolhimento imediato à conta única dos saldos das contas desconhecidas, o encerramento delas e a divulgação, por parte da Caixa Econômica Federal, dos extratos das movimentações feitas nos últimos cinco anos. “Estou preocupado e meu objetivo é esclarecer o fato para aperfeiçoar o Senado e a gestão financeira da Casa”.

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