Leandro Colon De O Estado de São Paulo O submundo do crédito consignado no Senado se formou nos últimos anos por meio de atos...

Leandro Colon

De O Estado de São Paulo

O submundo do crédito consignado no Senado se formou nos últimos anos por meio de atos secretos – agora revelados – e boletins públicos que passaram despercebidos. Em janeiro de 2004, um ato, mantido sob sigilo na ocasião, deu para Carla Santana de Oliveira Zoghbi acesso à folha de pagamento dos 81 senadores e de cerca de 8 mil servidores, incluindo os inativos.

Por esse banco de dados, Carla acompanhou de perto os repasses do Senado a bancos conveniados dos valores dos empréstimos descontados em folha. Na época, ela era nora de João Carlos Zoghbi, então diretor de Recursos Humanos. Foi casada com seu filho, Ricardo, que trabalhou no Senado até outubro do Senado. 

O ato que deu o privilégio para acessar a folha de pagamento foi assinado pelo ex-diretor-geral, Agaciel Maia. Oficialmente, Carla participou de uma comissão para “implantar os trabalhos de conferência e correção dos dados atualmente existentes no banco de dados do histórico funcional e do pagamento dos senhores senadores e servidores ativos”. Também foi secreta sua nomeação para trabalhar no Senado como funcionária de confiança.

A liberdade de Zoghbi para agir nesse campo financeiro começou em 2003, pelas mãos do senador Romeu Tuma (PTB-SP). Então primeiro-secretário, Tuma deu plenos poderes, em novembro daquele ano, para o diretor de Recursos Humanos “baixar instruções” relacionadas aos contratos com as instituições bancárias que operam empréstimos consignados. Cinco anos depois, Zoghbi convenceu a Mesa Diretora a aprovar, sem alarde, a permissão para que os funcionários parcelassem empréstimos em até 99 vezes.

Zoghbi é suspeito de usar uma ex-babá como laranja numa empresa de assessoria de crédito, a Contact Assessoria, que atuou na intermediação entre bancos conveniados e o próprio Senado. O ex-diretor é alvo de um inquérito da PF. A investigação foi aberta em 13 de maio. Zoghbi admitiu que autorizava funcionários a contratar empréstimos acima do limite.

Leia a íntegra da notícia no site do Estadão clicando aqui.
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