A apuração da série de matérias deste este Blog começou seis meses atrás. Com base em informações tornadas públicas pela Interpol, busquei saber que...

A apuração da série de matérias deste este Blog começou seis meses atrás. Com base em informações tornadas públicas pela Interpol, busquei saber que razões determinavam a certeza de impunidade de brasileiros que cometeram crimes no exterior. Encontrei uma série de casos. O mais intrgante deles dizia respeito a uma mulher de apenas 22 anos de idade chamada Deise Zuqui.

A única informação disponível dava conta de que a justiça da República Dominicana havia expedido uma ordem internacional de captura que jamais chegou a ser cumprida. No escritório da Interpol em San Francisco de Marcorís, cidade que deu origem ao processo que pesa contra ela, nenhum dos funcionários se dispunha a perscrutar o arquivo e resgatar o caso.

A apuração demorou meses. Cheguei a postar um artigo no Blog (que pode ser lido aqui) perguntando se alguém sabia do que se tratava essa intrigante e grave anotação contra uma moça de apenas 22 anos de idade. Mas quem primeiro encontrou o site foi a própria Deise Zuqui. No dia 12 de maio um homem, se dizendo advogado dela, me ligou e ameaçou processar o Blog caso o post não fosse retirado do ar (aqui está o artigo sobre isso).

Respondi que a ameaça não teria o menor efeito. Mantive o post no ar e disse a ele que, se sua cliente quisesse, poderíamos agendar uma entrevista, que foi efetivamente marcada para dois dias depois. Deise, no entanto, mandou desmarcar o compromisso alegando que passaria por uma pequena cirurgia na orelha e desapareceu. Assim que soube que um jornalista estava interessado na história, deletou seu perfil no Orkut e passou a não atender telefonemas. Hoje, vive cercada por funcionários da empresa da família e só se comunica com amigos e parentes pelo Skype, em mensagens de texto.

Dois meses atrás a ordem de captura expedida contra ela desapareceu da Dispersão Vermelha da Interpol. Segundo Ricardo, o homem que se apresentou como advogado, houve uma vitória no processo criminal que corre contra a quadrilha na República Dominicana. Ele, no entanto, se recusou a dar detalhes sobre os procedimetos da defesa.

Enquanto tudo isso acontecia Deise mudava seu endereço profissional e o ramo de atividade. A empresa da família, que representava uma marca de fitas pega-mosca, passou a representar um fabricante chinês de ferramentas. É nessa loja que Deise trabalha com o marido, Alexsandre. Alexsandre, no entanto, continua tocando o mesmo negócio que o levou a ser processado no Caribe. Embora não apareça há alguns dias no escritório, montou uma empresa em Curitiba com o objetivo de captar incautos para aplicar o golpe do recrutamento profissional para serviços no exterior (veja o artigo sobre a atuação da quadilha aqui).

De acordo com informações prestada à polícia e à justiça dominicanas por dois ex-funcionários da empresa que os brasileiros mantinham em S. Fco. de Marcorís, Deise Zuqui cuidava da tesouraria do negócio. Estava subordinada aos dois chefes, o marido Alexsandre e ao sócio dele, Antônio Clem. Tinha, portanto, participação efetiva na estrutura da organização

Hoje, Deise administra o negócio legal da família — a loja de furadeiras. Não há nenhuma informação de que ela esteja vinculada às atividades da Attitude International, que segue arregimentando trabalhadores candidatos à emigração par aplicar o golpe de estelionato.

O marido dela pode ser considerado um tipo boquirroto. A amigos, não cansa de repetir a história de que há três anos foi preso no Equador por tentavia de sequestro. A história é confirmada por três fontes. Alexsandre diz que teria ido até lá cobrar uma dívida de US$ 1 milhão. Empregou métodos pouco ortodoxos na “cobrança” e purgou a única cadeia de sua vida. Até agora.

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