A sessão plenária do Senado nesta quarta-feira começou com voto de pesar pela morte do médico e deputado José Aristodemo Pinotti. Logo depois, foi...

A sessão plenária do Senado nesta quarta-feira começou com voto de pesar pela morte do médico e deputado José Aristodemo Pinotti. Logo depois, foi encerrada pelo presidente José Sarney, a pedido dos senadores Eduardo Suplicy e Marco Maciel.

Os parlamentares presentes prestaram homenagens ao político e praticamente salvaram Sarney de mais um dia de intensas especulações sobre a renúncia ou não ao cargo.

Mas mais uma vez, quem voltou a falar de crises e escândalos foi o líder do PSDB, Arthur Virgílio. Em plenário, ele se defendeu de denúncias de que teria recebido empréstimo do ex-diretor geral da Casa, Agaciel Maia, e de que o Senado teria pago as despesas da mãe dele durante um tratamento para Mal de Alzheimer.

Virgílio afirmou que o único erro que cometeu foi o de, com boa intenção, ter liberado um funcionário do gabinete para viajar ao exterior. Essa pessoa continuou recebendo do Senado enquanto estudava fora do país.

Para contornar a situação, o senador fez um anúncio. “Tomei a decisão de mandar minha esposa vender os bens dela para quitar todas as despesas do Senado com o funcionário que fez curso no exterior e que continuou recebendo pela Casa”. Ele reiterou que não faz parte do ciclo de Agaciel Maia, apontado como um dos pivôs da crise por que passam o Senado e a política nacional. “Se quisesse entrar nesta quadrilha estaria rico, coisa que me recusei até hoje. Não fui rico porque não quis”.

Virgílio disse ainda que está pronto para “deixar claro que abriu um campo divisório” e que vai entrar com um requerimento pedindo a lista de todos os funcionários que eventualmente fizeram cursos no exterior e continuaram lotados no Senado.

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