Começou agora há pouco a reunião do presidente Lula com senadores petistas para definir os próximos passos da bancada com relação ao futuro de...

Começou agora há pouco a reunião do presidente Lula com senadores petistas para definir os próximos passos da bancada com relação ao futuro de José Sarney.

O encontro é resultado de outros cinco que aconteceram ao longo da semana. Em três dias, os petistas subiram no muro e mudaram de discurso algumas vezes. Em dúvida, não sabiam se apoiavam Sarney ou se pediam o afastamento dele do cargo de presidente do Senado. Agora, falam inclusive em tentar convencer Lula a convencer Sarney de que uma licença é a melhor saída.

E foi com o objetivo de esclarecer o impasse e toda essa confusão que marcaram um jantar com Lula na residência oficial.

O detalhe é que o anfitrião foi o último a chegar. Mas isso não é mais nem novidade, já que o presidente constantemente tem esse péssimo hábito.

Ele fez os colegas de partido esperarem por cerca de quarenta minutos. A primeira senadora a aparecer e pontualmente foi Ideli Salvatti, que praticamente chegou em carreata com Aloizio Mercadante e Paulo Paim. Em seguida, vieram os outros colegas da legenda.

Mas enquanto o presidente Lula não chegava, os parlamentares puderam conferir as manifestações de servidores do INSS de todo o país, em greve desde o dia 16 de junho.

Sob gritos e protestos à luz de velas, berravam frases afiadas como “Lula, a culpa é sua! A greve continua” e que desafiam o português: “Se vocês pensam que nós vai embora, nós enganou vocês!”. Segundo o funcionário do órgão em Minas Gerais, Arnaldo Átila, a categoria reivindica a manutenção das 30 horas trabalhadas, ao invés das 40 impostas recentemente sem aumento salarial  e 12 horas de atendimento ao público, e não a redução de duas horas como foi determinado. Ele e os outros cerca de 100 manifestantes têm convicção de que vão conseguir falar com o presidente ainda hoje. “Nós só saímos daqui quando tudo se acertar”. De acordo com os trabalhadores, o governo descumpriu um acordo firmado em 2008, mas os primeiros passos para a solução do problema já foram dados hoje, durante sessão na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Mas Lula neste momento não está nem um pouco preocupado com esses servidores do INSS, mas sim com a governabilidade.

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