Ao contrário do que os próprios senadores petistas disseram ao sair do jantar com Lula, no começo da madrugada desta sexta-feira, o presidente Lula...

Ao contrário do que os próprios senadores petistas disseram ao sair do jantar com Lula, no começo da madrugada desta sexta-feira, o presidente Lula tentou, sem sucesso, enquandrar os parlamentares. O momento de maior tensão aconteceu no fim da reunião.  Aloizio Mercadante (PT-SP) chegou a ameaçar deixar a liderança caso a vontade da bancada não fosse respeitada pelo presidente Lula.

A posição da maior parte dos senadores do PT é francamente contrária à manutenção de Sarney na presidência do Senado. As vozes mais enfáticas nesse sentido foram as dos senadores Tião Viana (PT-AC), Marina Silva (PT-RO) e do próprio Mercadante.

A divergência entre os parlamentares e o presidente ocorreu depois que apelos de Lula para que eles defendessem expressamente a permanência de Sarney foram recusados. Lula argumentava em favor da governabilidade. Os senadores contra-argumentavam que não há governabilidade com Sarney.

Aparentemente, a ameaça de Mercadante não teve desdobramentos. Esta é a segunda vez em um mês que o líder chega a uma situação-limite em sua relação com o Planalto. Na primeira, foi orientado a compor com Renan Calheiros e a encerrar o fim das negociações com a oposição que tinham como objetivo dividir com a oposição os cargos de comando da CPI da PETROBRAS.

Mas o episódio pode ter criado novas arestas, que só serão conhecidas na medida em que a situação de Sarney crie desdobramentos.

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