Ao contrário do que expõe publicamente, a coordenação da campanha presidencial petista acreditou que a eleição seria resolvida no primeiro turno até o início...

Ao contrário do que expõe publicamente, a coordenação da campanha presidencial petista acreditou que a eleição seria resolvida no primeiro turno até o início da apuração dos votos.

Quem primeiro percebeu que a torrente de votos destinada a Dilma Roussef não seria suficiente para elegê-la foi o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), quando a totalização do TSE já havia ultrapassado 10% dos votos.

“Palocci, não vai dar, não”, disse o parlamentar ao colega Antônio Palocci (PT-SP). O alerta acendeu a luz vermelha no QG improvisado pelo PT no Hotel Blue Tree, em Brasília.  A partir daí os petistas passaram da euforia ao desespero.

Quando a situação se tornou irreversível, os coordenadores da campanha passaram a discutir o que fazer para dar uma satisfação às duas centenas de jornalistas que aguardavam uma manifestação da candidata. A idéia anterior, caso a expectativa de vitória fosse confirmada, era levar Dilma Roussef até o estacionamento do ginásio Nilson Nelson, onde uma multidão de militantes a aguardava.

Um dos coordenadores conta que chegou-se a cogitar cancelar o pronunciamento que Dilma se dispos a fazer. “A gente sabia que não havia clima, estava todo mundo muito aborrecido. Talvez tivesse sido mesmo melhor”, diz a fonte.

Dilma apareceu minutos depois em todas as emissoras de TV do País com o rosto marcado por olheiras profundas. O clima era de velório. “A imagem que ficou foi muito ruim. Dilma, que teve quase 47% dos votos, tinha um ar de derrotada. Enquanto isso, o Serra e a Marina comemoravam como se tivessem vencido a nossa candidata”, avalia o comandante petista.

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