Petrobras passa por inferno astral e perde valor na bolsa A conclusão da maior oferta de ações da história poderia ter sido um alívio...

Petrobras passa por inferno astral e perde valor na bolsa
A conclusão da maior oferta de ações da história poderia ter sido um alívio para a Petrobras, que enfim se veria livre da especulação que atingiu seus papéis meses antes do fim da operação. Mas os últimos pregões têm mostrado que a expectativa era infundada.
As ações da Petrobras caíram ontem para o menor preço desde março de 2009, o maior recuo entre as principais produtoras de petróleo do mundo. No mês, perderam 7,3%, em 20 dias, 13% e no ano, 30%. A estatal passou da quarta empresa mais valiosa no mundo, no início de setembro, para a 11ª colocação, com valor de mercado de US$ 203,05 bilhões.
São várias as razões para o inferno astral da companhia. O segundo turno nas eleições presidenciais trouxe certa instabilidade ao mercado, que já colocara nos preços a vitória da candidata Dilma Rousseff. Boatos relacionados ao processo eleitoral tiveram efeito negativo. (Págs. 1 e D1)

Estados preservarão investidores
Uma boa surpresa aguarda os governadores eleitos no Paraná, Pernambuco e Santa Catarina. Os investimentos previstos na proposta de orçamento para 2011 são maiores que os planejados para 2010, ano eleitoral, quando normalmente os gastos crescem. Projetos ligados à Copa de 2014 explicam os aumentos programados no Paraná e em Pernambuco, enquanto Santa Catarina conseguiu um excedente porque prevê elevação pequena (3,23%) das despesas correntes.
Em outros Estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o investimento vai perder espaço no gasto total. O governo paulista projeta queda nominal de 3,6% no orçamento de 20l0 em relação ao plano para 2011, mas o valor ainda será alto – R$ 21,2 bilhões. Rio de janeiro e Minas preveem ampliação expressiva dos gastos com pessoal. (Págs. 1 e A3)

Evangélicos avançam na Câmara
A bancada de deputados federais evangélicos cresceu de 39 eleitos em 2006 para 64 já representa 12,5% da Câmara. Por outro lado, a bancada católica foi reduzida de 30 representantes para 21. O deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da frente Parlamentar Evangélica, diz que uma das razões para o avanço é o aumento do número de fiéis no país, que ele estima em 25% da população – no Censo de 2000, os evangélicos eram 15,4% e os católicos, 73,6%.
Os partidos que mais representam os evangélicos são o PSC, PR e PRB. O PSC é quase todo ligado à Assembleia de Deus. Todos os oito deputados do PRB são da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem no Senado Marcelo Crivella, reeleito pelo Rio. (Págs. 1 e A7)

Marriott planeja abrir 50 hotéis no país
A rede Marriott, uma das maiores do mundo, pretende mudar seu modesto desempenho no Brasil, onde está há 13 anos e tem apenas quatro hotéis. O plano é alavancar com investidores nacionais e estrangeiros R$ 2 bilhões para aplicar no país, nos próximos dez anos, mais especificamente na construção de pelo menos 50 hotéis.
“A Marriott é uma empresa discreta. Queremos crescer no momento e na hora certa, sem fazer muito alarde”, afirma o vice-presidente de desenvolvimento da rede para o Brasil, Guilherme Cesari, contratado há seis meses para elaborar e executar o plano de expansão do grupo. Uma das bandeiras que serão trazidas para o mercado brasileiro é a Fairfield Inn, marca de hotéis econômicos. Cesari enxerga potencial para a Fairfield em 25 Estados. (Págs. 1 e B1)

FMI quer contrapartida de emergentes
Se os países emergentes querem ter mais voz nas decisões do FMI, devem aceitar a valorização de suas moedas para contribuir com o reequilíbrio entre as principais economias do mundo. Esse recado foi dirigido ontem à China pelo diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, mas pode ter também consequências para o Brasil, que luta junto com o país asiático para ampliar a representação dos emergentes nos organismos multilaterais.
Segundo Strauss-Kahn, formalmente, não há nada que vincule o aumento do poder de voto dos emergentes no FMI e o tema da “guerra cambial” travada entre China e EUA. Mas ele acabou por subscrever declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, segundo as quais a China só ganhará poder no FMI se flexibilizar o câmbio. (Págs. 1 e C1)

Vargas Llosa é o sexto latino-americano a receber o Nobel de Literatura (Págs. 1 e A12)

Fernando Henrique Cardoso vai “À Mesa com o Valor” (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)

Argentina X múltis do agronegócio
O Fisco argentino acusa a Bunge e outras empresas do agronegócio de sonegação. A multinacional negou irregularidades e denunciou coação por parte do governo. (Págs. 1 e A9)

Dinheiro para ações climáticas
Grupo da ONU sugere leilões de crédito de carbono, taxação do transporte aéreo e marítimo e royalties do petróleo explorado por países ricos como fontes de recursos para adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. (Págs. 1 e A9)

Juventude digital
Pesquisa mostra que 57% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos já usaram computador e 23% se conectaram à internet. Entre os internautas com mais de 15 anos, 20% do tempo on-line é gasto em redes sociais. (Págs. 1 e B2)

Montadoras melhoram previsões
A indústria automobilística aumentou suas projeções para a produção e exportação de veículos neste ano. As vendas externas devem crescer 57,9% sobre 2009. (Págs. 1 e B8)

PIB de US$ 2 trilhões
O PIB brasileiro deve chegar neste ano a US$ 2 trilhões, segundo o FMI. O país continuará como a 7ª maior economia do mundo, mas deve ultrapassar a Itália em 2011. (Págs. 1 e Cl)

IOF não reduz demanda por títulos
O primeiro leilão de títulos públicos após a alta do IOF teve boa acolhida. O resultado pode significar que a taxação foi insuficiente para afastar o investidor externo, ou que o ingresso de recursos foi antecipado. (Págs. 1 e C2)

Debêntures do BNDESPar
O BNDESPar definiu o tamanho de sua emissão de debêntures, que poderá chegar a R$ 2 bilhões, na maior oferta de debêntures já feita pela instituição. Investidores de Varejo terão no mínimo 35% dos papéis. (Págs. 1 e C8)

Estados protestam devedores
Nos próximos dias, o Estado de São Paulo envia para protesto em cartório o nome de cem grandes devedores do ICMS e IPVA. O procedimento deverá ser intensificado no próximo ano. (Págs. 1 e E1)

Ideias
Claudia Safatle

Dos candidatos à Presidência não vieram até agora pistas sobre como pretendem remover as travas que freiam o crescimento. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Maria Cristina Fernandes

Sempre tratados como peças de ficção, programas de governo são a melhor vacina contra a mistificação. (Págs. 1 e A5)

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