Aborto ilegal mata uma mulher a cada dois dias Entre 1995 e 2007, SUS fez 3 milhões de curetagens no Brasil Alçado ao centro...

Aborto ilegal mata uma mulher a cada dois dias
Entre 1995 e 2007, SUS fez 3 milhões de curetagens no Brasil

Alçado ao centro da campanha presidencial, o debate político-religioso sobre o aborto esconde uma estatística macabra: o aborto inseguro mata uma brasileira a cada dois dias. Pelos dados do SUS, em média, são 200 mortes por ano. Só no ano passado foram atendidas na rede pública 183,6 mil mulheres que abortaram, tiveram complicações e precisaram passar por curetagens. Pesquisa realizada pela USP mostra que a curetagem foi a cirurgia mais realizada pelo SUS entre 1995 e 2007: 3,1 milhões de procedimentos. De acordo com as estimativas, para cada aborto que chega ao hospital, pelo menos outros quatro foram feitos às escuras, de forma clandestina e insegura para as mulheres. O número de abortos vem caindo no Brasil, mas o problema ainda responde por 15% das mortes maternas. “Não é exagero reiterar que temos um problema de saúde pública”, afirma Greice Menezes, do Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ. (págs. 1, 3 e 4)

Foto-legenda: Efeito manada
Dono de 40 bois, Ernesto Lima vive em Calumbi (PE), onde Dilma teve 94% dos votos, a maioria por causa do Bolsa Família e de novos empregos. Em Marcelândia (MT), Serra teve 75% dos votos, inclusive o de Arnóbio Andrade. O efeito manada em Marcelândia foi contra o PT. (págs. 1, 20 e 21)

Guerra cambial mundial acirra protecionismo
Governos e especialistas alertam que a invasão da China nos mercados globais e a dificuldade dos países ricos de se reerguer após a crise criaram uma guerra cambial, incentivando o protecionismo. Moedas de 52 países se valorizaram frente ao dólar. (págs. 1 e 35)

Cabral: 2º mandato começou no dia seguinte
Para o governador reeleito Sérgio Cabral, o seu segundo mandato já começou, e uma das metas é levar as UPPs a todos as comunidades dominadas pelo crime. Os recentes arrastões, disse, não comprometem sua política de segurança. Ele assinou a lista de promessas publicadas no GLOBO. (págs. 1, 22 e 23)

O que Dilma e Serra têm de explicar agora
No segundo turno, Dilma Rousseff terá de detalhar algumas de suas propostas econômicas: preservar a estabilidade e, sem cortar gastos governamentais, avançar na redução da dívida pública em relação ao PIB. José Serra, por sua vez, fez promessas que implicam gastos extras de R$ 38,2 bilhões. (págs. 1, 18 e 19)

Pensadores analisam o jogo de máscaras que tomou conta do teatro eleitoral (págs. 1 e 17)

Elio Gaspari
O debate do aborto, 21 anos depois da Miriam Cordeiro, tem propósito puramente eleitoral. (pág. 1 e O País, pág. 11)

Míriam Leitão
A primeira mudança causada por Marina foi ter levado Dilma e Serra à Conferência do Clima. (pág. 1 e Economia, pág. 36)

Merval Pereira
A “maldição do 3º colocado” diminui a chance de Marina se tornar uma líder de peso na política. (pág. 1 e O País, pág. 4)

João Ubaldo Ribeiro
Na última eleição, não sei se te falei, tive uma crise de riso em frente da urna. (pág. 1 e Opinião, pág. 7)

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *