Na próxima terça-feira, quando os doze senadores do PT se reunirem pela quarta vez consecutiva para avaliar a crise que envolve o Senado, poderão...

Na próxima terça-feira, quando os doze senadores do PT se reunirem pela quarta vez consecutiva para avaliar a crise que envolve o Senado, poderão definir também o futuro político do senador José Saney (PMDB-AP). Da posição do partido dependem os próximos passos de Sarney, que recebeu do presidente Lula a garantia de que terá algo que ainda não existe: uma manifetação de apoio do Partido dos Trabalhadores.

Na semana passada, encurralado pela crise, Sarney chegou a ensaiar um movimento de renúncia ao rejeitar a proposta de afastamento temporário que lhe foi levada duas vezes por parlamentares tucanos e petistas.

Pelo menos sete senadores do PT defendem abertamente que Sarney deixe a presidência do Senado enquanto os escândalos provocados por ele não forem investigados. A posição foi levada ao presidente Lula na madrugada da última sexta-feira. Lula insistiu em que o partido deveria dar suporte político ao político maranhense em nome da “governabilidade”.

Aloizio Mercadante (PT-SP) chegou a dizer que deixaria o cargo de líder da bancada caso não conseguisse fazer prevalecer a posição da maioria dos senadores do partido.

As críticas, que os petistas vinham fazendo veladamente a Sarney, agora são públicas. Tião Viana (PT-AC), que disputou e perdeu a presidência da Casa para José Sarney, concedeu uma entrevista à revista Veja na qual responsabiliza o próprio presidente Lula pela piora da condição moral do Senado.

O constrangimento enfrentado pelos parlamentares do Partido dos Trabalhadores é enorme. Temem ser cobrados pelos eleitores, no momento de renovar o mandato, e arcar com o todo o ônus do pragmatismo do Planalto.

A oposição entre os senadores do PT e o presidente Lula é agravada por ressentimentos que foram cristalizados durante o processo que levou Sarney de volta à presidência do Senado. O partido teve uma candidatura própria, a do senador Tião Vianna, que foi sabotada pelo Planalto e terminou derrotada.

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