Bruno Tavares Nem Dilma Rousseff nem José Serra. Os cinco eleitores de Marina Silva (PV) convidados pelo Estado para assistir ontem ao primeiro debate...

Bruno Tavares

Nem Dilma Rousseff nem José Serra. Os cinco eleitores de Marina Silva (PV) convidados pelo Estado para assistir ontem ao primeiro debate do segundo turno continuaram sem saber em quem vão votar no dia 31. Depois de acompanhar as duas horas de embate na TV, a única certeza deles foi de que nenhuma das propostas apresentadas pelo tucano e pela petista contemplaram os itens da agenda programática proposta pela candidata verde – dez tópicos que vão ajudá-la a definir qual candidato vai apoiar no segundo turno.

Os visitantes foram os bancários Carlos Nagata, de 28 anos, Eduardo Bueno, de 34, Cybelle Faucon, de 31, o design Ivan Mola, de 29, e o engenheiro mecânico Antonio Padilha, de 67. Eles fazem parte da massa de quase 20 milhões de eleitores que votaram em Marina no primeiro turno. E ficaram frustrados por não terem sido “lembrados” no primeiro debate. “Se o Serra e a Dilma tinham a intenção de conquistar eleitores da Marina, fracassaram”, afirmou Bueno.

No primeiro bloco, o que mais chamou atenção do grupo foram as trocas de acusações entre os candidatos. Quando o assunto enveredou para o aborto, polêmica que marcou a reta final do primeiro turno, Nagata cobrou explicações da candidata petista. “A Dilma tem de se posicionar sobre o aborto. Fica claro o desconforto dela quando o assunto é abordado”, assinalou. Cybelle, por sua vez, criticou Serra pela respostas sobre a educação. “A Dilma perdeu a oportunidade de falar da calamidade que é a educação pública em São Paulo”, anotou.

No segundo bloco, com o debate focado em privatizações e no pré-sal, os cinco eleitores de Marina foram contundentes nas críticas aos presidenciáveis. “Eles estão gastando tempo com petróleo e se esqueceram que a era do petróleo está chegando ao fim”, advertiu Padilha. “Ninguém falou nada sobre energia renovável.” Cybelle engrossou o coro. “São muitos ataques e acusações e poucas propostas”.

Os opiniões se dividiram quando o assunto foi privatizações. Para Nagata, “o PT cria taxas e o PSDB opta por vender as estatais”. “Não vejo grande diferença entre os dois partidos.” Cybelle é contra as privatizações. “Você vende o patrimônio público, usa o dinheiro, mas depois acaba. Acho melhor fortalecer as estatais, fazer dar lucro.” Já para Padilha, a polêmica é infrutífera. “As empresas já foram vendidas, não adianta mais ficar falando do que foi feito.”

Os eleitores de Marina também observaram o comportamento dos candidatos. Consideraram a postura de Dilma “agressiva e ansiosa”. E viram Serra “muito na defensiva”.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

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